PMI de serviços do Brasil cresce em janeiro

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PMI de serviços do Brasil cresce em janeiro (Foto: Pexels) PMI de serviços do Brasil cresce em janeiro

O setor de serviços do Brasil deu mais um passo em frente em janeiro. As empresas desfrutaram o crescimento mais rápido no volume de novos negócios em seis anos, e aumentaram a produção da maneira mais significativa em onze meses. Ao mesmo tempo em que o mercado interno ajudou o aumento, houve uma redução mais rápida e sólida no volume de novos negócios provenientes do estrangeiro. No tocante ao mercado de trabalho, houve uma terceira contração sucessiva nos níveis de empregos, embora o corte de posições tenha se atenuado e atingido um ritmo marginal. Entretanto, o sentimento em relação aos negócios se fortaleceu, atingindo um recorde de alta de três meses.

Apesar de ter crescido apenas marginalmente, de 51,9 em dezembro para 52,0 em janeiro, o Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços, IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, destacou o crescimento mais forte no volume de produção por quase um ano. A estabilidade econômica, as reservas domésticas melhores e o cenário político favorável foram alguns dos fatores citados para o aumento da atividade. A área de Informação e Comunicação registrou a expansão mais rápida na atividade de negócios entre todos os setores monitorados, com o de Transporte e Armazenamento apenas mencionando uma contração.

O volume de novos negócios se expandiu pela quarta vez consecutiva e da maneira mais significativa em seis anos. O crescimento de novos trabalhos foi amplo em todas as cinco categorias monitoradas, liderado pela de Finanças e Seguros. Os dados básicos indicaram que o crescimento total das vendas foi impulsionado pelo mercado doméstico, já que as exportações caíram pelo segundo mês consecutivo e a um ritmo mais acentuado do que em dezembro.

Os provedores brasileiros de serviços se mostraram fortemente otimistas em relação às perspectivas para daqui a doze meses no que diz respeito à atividade, com o nível de sentimento positivo atingindo um recorde de alta de três meses e superando a sua média de longo prazo. Segundo os entrevistados, as condições econômicas melhores, as novas parcerias, a mudança de governo e as previsões de novas melhorias na demanda sustentaram o otimismo.

As despesas dos provedores de serviços continuaram a crescer no início do ano, em meio a relatos de preços mais altos pagos por energia, combustíveis, carne, vegetais e equipamentos de aluguel. Contudo, o aumento foi, de um modo geral, o mais lento em quatro anos. Segundo os entrevistados da pesquisa, as iniciativas contínuas de redução de custos contiveram a inflação.
Uma das maneiras pela qual as empresas puderam reduzir suas despesas foi cortando empregos. O nível de empregos no setor de serviços diminuiu pelo terceiro mês consecutivo em janeiro, embora ao ritmo mais lento nessa sequência.

Apesar disso, as empresas conseguiram completar os seus pedidos em atraso. A quantidade de negócios pendentes diminuiu pelo quadragésimo segundo mês consecutivo em janeiro, embora da maneira menos significativa desde meados de 2018.

Os preços cobrados aumentaram em janeiro à mesma taxa fracionária que foi observada em dezembro. Algumas empresas ajustaram suas taxas para cima, em meio a um repasse das cargas de custos mais elevadas aos clientes. Contudo, vários entrevistados mantiveram as suas taxas inalteradas devido a reduções bem sucedidas de custos, a uma moeda relativamente forte e a um impulso nas vendas.

PMI Composto

Sustentadas pelo crescimento constante no volume de novos negócios, as empresas do setor privado no Brasil continuaram a aumentar seu nível de atividade no início de 2019. O Índice Consolidado de dados de Produção ficou em 52,3 em janeiro, valor quase inalterado em relação ao de 52,4 registrado em dezembro.

Ao mesmo tempo em que o volume de produção se atenuou no setor industrial, foi notada uma aceleração marginal no setor de serviços. Apesar disso, o setor industrial continuou liderando a recuperação na atividade de negócios.

Contudo, com relação às vendas, as empresas de serviços mencionaram um aumento mais forte do que seus pares, os produtores de mercadorias. O volume de novos negócios nos dois setores como um todo se expandiu da maneira mais significativa em seis anos, igualando o recorde de alta no período.

As tendências de empregos melhoraram em janeiro, com o nível de contratações do setor privado basicamente se estabilizando, em meio a uma expansão renovada na quantidade de posições do setor industrial e uma contração muito mais fraca na economia de serviços

Os custos consolidados de insumos aumentaram ao ritmo mais lento em mais de quatro anos, com taxas de inflação mais fracas sendo observadas tanto no setor industrial (um recorde de baixa de dezoito meses) quanto no setor de serviços (um recorde de baixa de quarenta e oito meses).

Os produtores de mercadorias indicaram um aumento sólido e mais rápido nos seus preços de venda em janeiro, ao mesmo tempo em que os preços aumentaram no setor de serviços ao mesmo ritmo marginal de dezembro. Como resultado, a taxa de inflação no setor privado como um todo ficou mais alta, mas permaneceu abaixo de sua média de longo prazo.

(Redação – Investimentos e Notícias)