PMI composto do Brasil caiu para 53,8 pontos em novembro

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PMI composto do Brasil caiu para 53,8 pontos em novembro (Foto: Pexels) PMI composto do Brasil caiu para 53,8 pontos em novembro

Os dados de novembro destacaram um quarto aumento consecutivo no volume de novos pedidos nas empresas brasileiras de serviços, o que propiciou a primeira expansão no índice de emprego desde fevereiro, segundo dados do Instituto Markit Economics. A atividade de negócios cresceu ainda mais, embora em ritmo mais lento, ao passo que o otimismo em relação às perspectivas de produção para o próximo ano diminuiu. No que tange aos preços, houve um aumento acentuado nos custos, o mais acelerado em mais de quatro anos. Os preços cobrados pela prestação de serviços também aumentaram, embora levemente.

Registrando 50,9 em novembro, o Índice de Atividade de Negócios do setor de Serviços da IHS Markit para o Brasil indicou aumento da produção pelo terceiro mês consecutivo. Contudo, com uma queda em relação ao patamar elevado de nove meses de 52,3 em outubro, a leitura mais recente foi indicativa de uma taxa marginal de expansão. Evidências sugerem que o crescimento da atividade de negócios foi reflexo dos aumentos contínuos de novos pedidos e da reabertura de algumas unidades, mas o crescimento ficou restrito pela pandemia da doença do coronavírus 2019 (COVID19).

O índice de emprego no setor de serviços se expande pela primeira vez em nove meses durante o mês de novembro. Onde os números relativos à folha de pagamento aumentaram, os participantes da pesquisa mencionaram o crescimento do índice de novos negócios.

De fato, o volume de novos pedidos aumentou em novembro. O aumento foi o quarto em meses consecutivos, e sólido pelos parâmetros históricos. Segundo os participantes da pesquisa, o aumento recente nas vendas foi ajudado pelos números em alta do turismo, a conquista de novos clientes, demanda melhorada e a reabertura de alguns negócios.

Como ocorreu com a atividade de negócios, o volume de novos pedidos aumentou em quatro dos cinco subsetores monitorados, com a única exceção de Finanças e Seguros.

Os prestadores de serviços informaram um aumento no volume de novos negócios de exportação durante o mês de novembro, o primeiro em 2020 até o momento. O ritmo de crescimento foi moderado no geral.

Embora as empresas, em geral, prevejam um crescimento da produção no próximo ano, o grau de otimismo se enfraqueceu, atingindo em novembro o menor patamar em quatro meses. A esperança de que reformas no setor público sejam aprovadas e da chegada de uma vacina para a COVID-19 aumentou a confiança, mas os temores quanto a uma segunda onda de casos limitaram o sentimento positivo.

Os custos de insumos aumentaram ainda mais em novembro, em meio a relatos de depreciação do real e alta dos preços de combustíveis, dos equipamentos de proteção individual e de uma ampla gama de insumos. Além disso, a taxa de inflação geral alcançou o ritmo de aceleração mais forte desde setembro de 2016.

Em resposta ao aumento dos custos de insumos, os preços cobrados pela prestação de serviços aumentaram em novembro. Contudo, a diferença entre as taxas de inflação dos custos de insumos e os custos cobrados foi a mais ampla em quase quatro anos, sugerindo que as empresas continuaram absorvendo grande parte dos custos adicionais.

Por fim, os dados de novembro mostraram um declínio renovado de negócios pendentes, após um período de três meses de acumulação. Entretanto, o ritmo de redução foi apenas marginal.

PMI Composto

Aumentos mais modestos da produção nas fábricas e da atividade de serviços resultaram em um crescimento mais lento da produção no setor privado brasileiro em novembro. O Índice Consolidado de dados de Produção caiu de 55,9 em outubro para 53,8, uma leitura ainda compatível com uma taxa de expansão significativa no geral. O setor de produção continuou superando o setor de serviços. 

O índice de novos pedidos no setor privado cresceu acentuadamente, apesar da maior desaceleração no atual período de quatro meses de expansão. Taxas de crescimento mais moderadas foram observadas entre os fabricantes de mercadorias e os prestadores de serviços. Registrou-se de forma animadora a criação de empregos tanto no setor de produção quanto no de serviços. Como resultado, o volume agregado de emprego aumentou, a partir da metade do quarto trimestre no ritmo mais rápido em quase nove anos. 

Os dados de novembro destacaram o aumento mais rápido dos custos de insumos para as empresas do setor privado desde que os dados consolidados começaram a ser coletados, em março de 2007. Taxas de inflação acentuadas foram observadas nos setores de produção e serviços, com o primeiro liderando em muito o aumento. 

De forma semelhante, os preços de bens finais consolidados aumentaram no ritmo mais acelerado na história da série. A inflação dos preços cobrados se mostrou mais forte entre os fabricantes do que para as empresas de serviços. As empresas do setor privado permaneceram otimistas em relação às perspectivas de crescimento, mas o nível geral de sentimento positivo caiu para o menor patamar em cinco meses. A confiança não apresentou grandes alterações entre os fabricantes de mercadorias, mas encolheu em relação às empresas de serviços.

(Redação – Investimentos e Notícias)