Operações de crédito atingiram R$3,1 tri em maio

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Operações de crédito atingiram R$3,1 tri em maio (Foto: Divulgação) Operações de crédito atingiram R$3,1 tri em maio

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$3,1 trilhões em maio, com aumento de 0,5% no mês, que resultou de expansões tanto na carteira das famílias (0,6%, para R$1,7 trilhão), quanto na das empresas (0,5%, para R$1,4 trilhão), segundo dados do Banco Central (BC). A carteira total cresceu 1,3% nos últimos doze meses e a relação crédito/PIB interrompeu trajetória de queda, estabilizando-se em 46,6% no mês. 

No crédito a pessoas físicas (54% da carteira total), as operações com recursos livres cresceram 1% no mês e 7,8% em doze meses, destacando-se, no mês, o cartão de crédito à vista, o crédito pessoal, consignado e não consignado, e os financiamentos de veículos. O crédito às famílias com recursos direcionados cresceu 0,1% no mês e 4,6% em doze meses. 

O crédito a pessoas jurídicas com recursos livres manteve trajetória de recuperação, com expansões de 1,1% no mês e de 4,4% em doze meses. Destacaram-se os adiantamentos sobre contratos de câmbio e os financiamentos às exportações, operações vinculadas ao comércio exterior. Os financiamentos com recursos direcionados recuaram 0,2% no mês e 11,7% em doze meses, registrando-se, contudo, a recuperação do crédito rural, que cresceu 1,2% no mês e 6,6% em relação a dezembro de 2017.

As concessões de crédito do sistema financeiro somaram R$302 bilhões em maio, volume 0,4% superior ao contratado em abril. As concessões também registram expansões de 11,5% de janeiro a maio, comparativamente a igual período do ano anterior, e de 7,9% nos últimos doze meses, relativamente aos doze meses precedentes. O resultado mensal foi determinado pela expansão de 1,9% no crédito às famílias e pela contração de 1,4% no crédito às empresas. 

O Indicador de Custo de Crédito (ICC), que mede o custo de todas as operações ativas na carteira de crédito do sistema financeiro, diminuiu 0,3 p.p. em maio e 1,1 p.p. nos últimos doze meses, situando-se em 21,2% a.a. O ICC referente ao crédito com recursos livres atingiu 33,7%, recuando 0,7 p.p. no mês e 3,8 p.p. em doze meses. Excluindo-se as operações rotativas, o ICC do crédito livre diminuiu 0,2 p.p., situando-se em 30% a.a. O spread do ICC recuou para 14,3 p.p. e o spread do ICC das operações com recursos livres, para 25,2 p.p., com reduções mensais respectivas de 0,2 p.p. e 0,6 p.p.

A taxa média de juros das operações contratadas em maio situou-se em 25% a.a., registrando quedas de 0,9 p.p. no mês e de 4,5 p.p. nos últimos doze meses. Excluindo-se as operações rotativas, a taxa de juros de maio atingiu 18,5% a.a. (-0,4 p.p. no mês). No crédito livre, a taxa sem rotativos recuou 0,9 p.p., situando-se em 28,9% a.a. Em maio, as principais reduções no mês foram registradas no crédito às famílias, cuja taxa média recuou 1,3 p.p., situando-se em 31,4% a.a., com destaque para as reduções nas taxas de cartão de crédito rotativo (-25 p.p.), crédito pessoal não consignado (-10,2 p.p.), cheque especial (-9,1 p.p.) e cartão de crédito parcelado (-6,4 p.p.). No crédito às empresas, a taxa média alcançou 15,8% a.a. (-0,2 p.p. mês). 

Em maio, o spread bancário, aferido em relação às taxas de juros do crédito concedido no mês, situou-se em 18,6 p.p., com declínios de 1,1 p.p. no mês e de 2,9 p.p. em doze meses. No crédito livre, o spread recuou 2,2 p.p. (-6,4 p.p. em 12 meses), situando-se em 31,0 p.p.

Por outro lado, a base monetária atingiu R$270 bilhões em maio (+2,4% no mês e +13,4% em doze meses). No mês, as reservas bancárias cresceram 13% e o papel-moeda emitido, 0,5%. O principal fator que contribuiu para a expansão da base foram as liberações dos depósitos de instituições financeiras, R$28,1 bilhões, referentes aos compulsórios sobre depósitos de poupança (R$27 bilhões) e sobre depósitos a prazo (R$1 bilhão). 

Adicionalmente, contribuíram para a expansão monetária as operações com o setor externo, R$7 bilhões (compras de divisas no mercado a termo), e os ajustes com derivativos em swap cambial, R$6,9 bilhões. Esses fatores expansionistas foram neutralizados em parte pelas transações da Conta Única do Tesouro Nacional, -R$5 bilhões, e pelas colocações líquidas de títulos públicos federais, -R$31,3 bilhões (vendas líquidas de R$12,1 bilhões no mercado secundário e de R$19,2 bilhões no mercado primário). 

Os meios de pagamento restritos, o M1 (papel-moeda e depósitos à vista), alcançaram R$331,6 bilhões, com redução de 0,4% no mês, determinada por declínio de 1,3% em depósitos à vista. O M2 cresceu 1% no mês, alcançando R$2,5 trilhões, refletindo expansões de 1,5% nos títulos privados (captação líquida de R$15,2 bilhões em depósitos a prazo) e de 0,7% nos depósitos de poupança (captação líquida de R$2,4 bilhões). O M3 somou R$6 trilhões, crescendo 0,1%, com o aumento do agregado M2 compensado pelas reduções nas cotas dos fundos de renda fixa (-0,3%) e nos títulos adquiridos em operações compromissadas (-8%). O M4 atingiu R$6,8 trilhões, após aumentos de 0,4% no mês e de 8% na comparação em doze meses.