Nível de utilização da capacidade instalada melhora em maio

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Nível de utilização da capacidade instalada melhora em maio (Foto: Pexels) Nível de utilização da capacidade instalada melhora em maio

Em maio, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou leve melhora, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O indicador, que havia caído em abril para 57,3% – o menor nível da série histórica, iniciada em 2001 – subiu ligeiramente para 60,3%. A melhora ocorreu em 12 dos 19 segmentos pesquisados na Sondagem da Indústria, mas foi insuficiente para recuperar os 18 pontos percentuais que perdeu na passagem de março para abril.

Segundo o levantamento, o maior percentual de empresas (19,9%) está operando entre 60% a 69% de sua capacidade, quando a média dessa faixa para o período seria de apenas 10,3%. Porém, a análise dos microdados mostrou o comportamento divergente dos segmentos: enquanto alguns reabriram parte de suas fábricas, outros viram o número de indústrias fechadas aumentarem.

Renata de Mello Franco, economista do FGV IBRE e responsável pelo levantamento, destaca que apesar da boa notícia o resultado geral de maio não representa melhora consistente do ritmo de produção. Ela explica que o número do último mês é o segundo menor da série histórica, e ficou 19,5 pontos percentuais abaixo da média da série: 79,8%, até março de 2020.

“A melhora do NUCI observada em maio deve ser vista com cautela. Em exercícios realizados com os microdados, considerando apenas as empresas que estavam produzindo, em abril, o NUCI (com ajuste sazonal) teria sido de 66,8%, ao passo que, em maio, esse valor seria ligeiramente menor: 66,5%. Isso significa que o avanço do indicador foi em decorrência da volta à produção de parte das fábricas paralisadas, mas que, dentre as empresas que já estavam produzindo, o NUCI praticamente não se alterou”.

Enquanto fábricas retomam, outras param

Em maio, os segmentos com maior percentual de fábricas paralisadas em relação à média do mês são Vestuário (69,3 p.p.), Couros e Calçados (49,8 p.p.) e Outros equipamentos de transporte (30,7 p.p.). Em relação a abril, esses segmentos também apresentam a maior variação. Ao excluir as empresas paralisadas para recalcular o NUCI, verificou-se que apenas Outros equipamentos de transporte teve diminuição do indicador (de 76,2% para 35,7%). Ou seja, a queda do NUCI desse segmento no mês de maio foi impulsionada tanto pelo aumento de empresas paralisadas quanto pela diminuição do nível de produção das empresas operantes.

Outro segmento que merece ser destacado é o Têxtil, com um percentual alto de empresas paralisadas em ambos os meses, tendo aumentado no último mês. Veículos automotores, Produtos de metal e Máquinas e materiais elétricos foram os setores que tiveram mais fábricas reabertas, quando comparamos os valores observados em abril e maio em relação à média dos meses.

(Redação – Investimentos e Notícias)