Nível de empregos do setor de serviços cresce

  •  
Nível de empregos do setor de serviços cresce (Foto:Divulgação) Nível de empregos do setor de serviços cresce

Os provedores brasileiros de serviços observaram uma recuperação na quantidade de novos trabalhos em outubro, o que levou a uma recuperação renovada da atividade de negócios e à primeira expansão nos níveis de empregos em mais de três anos e meio, segundo dados do Instituto Markit Economics. Ao mesmo tempo, o sentimento em relação aos negócios melhorou e atingiu o seu nível mais elevado desde outubro de 2013. Com relação aos indicadores de preços, foi registrado um aumento acentuado e acelerado nos custos de insumos, enquanto que a inflação de preços cobrados foi moderada, ajudada por tentativas por parte de algumas empresas de manter os clientes e reter sua capacidade de competir.

O Índice de Atividade de Negócios do setor de Serviços – IHS Markit para o Brasil ficou em território de expansão pela primeira vez em três meses ao registrar 50,5 em outubro (46,4 em setembro). O valor mais recente foi, no entanto, indicativo de um ritmo marginal de crescimento. O volume de produção cresceu nas empresas de Informação e Comunicação e nas de Finanças e Seguros, enquanto que foram evidentes reduções adicionais nas três categorias restantes.

O crescimento renovado na atividade do setor de serviços, juntamente com uma expansão continuada na produção do setor industrial, levou a um retorno de crescimento no volume de produção do setor privado. O Índice Consolidado de dados de Produção (PMI) – Brasil aumentou um pouco, de 47,3 em setembro para 50,5 em outubro, um nível consistente com uma taxa marginal de expansão.

Depois de uma contração no final do terceiro trimestre, o retorno ao crescimento na quantidade de novos trabalhos levou a um crescimento da atividade de negócios do setor de serviços. Os provedores de serviços registraram um aumento modesto nas vendas, ainda assim o mais rápido desde julho e acima da média de longo prazo para a pesquisa. As evidências destacaram uma melhora na demanda básica e campanhas de marketing bem-sucedidas como causas. Os volumes de pedidos recebidos pelos fabricantes se expandiram a um ritmo modesto, mais fraco do que o observado no setor de serviços.

Os dados de outubro continuaram a indicar uma capacidade ociosa entre as empresas brasileiras de serviços, já que as cargas de trabalho pendentes diminuíram ainda mais. A queda na quantidade de pedidos em atraso foi a trigésima nona em trinta e nove meses e a mais acentuada na história da pesquisa. Da mesma forma, os produtores de mercadorias citaram um declínio acentuado na quantidade de trabalhos em processamento, ainda que um dos mais fracos no atual período de quatro meses de redução.

A conclusão dos negócios pendentes junto aos provedores de serviços foi ajudada por um aumento renovado no nível de empregos. As empresas registraram uma criação de empregos pela primeira vez em quarenta e quatro meses, mas o ritmo de crescimento foi, de um modo geral, marginal e restringido por tentativas de redução de custos em algumas firmas. Da mesma forma, o nível de empregos no setor industrial aumentou, com o crescimento tendo atingido um recorde de sete meses de alta.

De uma maneira encorajadora, o sentimento em relação aos negócios entre as empresas do setor de serviços permaneceu positivo em outubro, com cerca de 74% dos entrevistados se mostrando otimistas em relação às perspectivas de atividade nos próximos doze meses. O aumento do grau de otimismo se deveu ao final das eleições e a uma consequente redução das incertezas políticas. O grau de otimismo atingiu um pico de cinco anos. O sentimento positivo permaneceu elevado junto aos produtores de mercadorias, apesar de ter diminuído e atingido um recorde de baixa de três meses.

Os custos do setor de serviços aumentaram novamente, o que as empresas atribuíram à volatilidade nos mercados financeiros, às taxas de câmbio desfavoráveis, às negociações coletivas e aos preços mais elevados dos combustíveis. A taxa de inflação foi, de um modo geral, acentuada e se intensificou, atingindo o seu ponto mais rápido em três meses. Uma elevação mais branda, embora historicamente elevada, de preços de compra foi registrada no setor industrial.

Os provedores de serviços aumentaram seus preços de venda pelo quinto mês consecutivo em outubro. Em comparação com a tendência para os custos de insumos, o aumento nos preços cobrados foi modesto e se atenuou, atingindo o seu ponto mais fraco no período atual de alta. As condições competitivas e tentativas de manter os clientes atuais contiveram a inflação. Os preços de fábrica também aumentaram ao ritmo mais lento, o menor em seis meses.

(Redação – Investimentos e Notícias)