Nível da Selic é adequado para o momento econômico, diz MUFG

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Nível da Selic é adequado para o momento econômico, diz MUFG Foto: Divulgação

O Banco Central anunciou ontem, 11, um novo corte na taxa básica de juros, a Selic. Com isso, a taxa passou a ficar em 4,50% o que reflete em grandes expectativas para o mercado.

Segundo expectativas do MUFG (Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc), holding do Banco MUFG Brasil, não há mais espaço para cortes adicionais nas próximas reuniões do Copom, porque de acordo com a avaliação da instituição, o nível de 4,5% é adequado neste momento para contribuir para a recuperação econômica em curso e manter a expectativa de inflação ancorada à meta.

Além disso, a entidade espera que haja um bom ritmo de crescimento do PIB (+ 2,8%) em 2020, mas as incertezas vindas do exterior, quanto ao acordo comercial entre os EUA e a China, além do ritmo de crescimento econômico global, poderão adicionar pressão para um Real mais fraco, o que reforça a visão do MUFG de que o Copom provavelmente deverá manter a taxa Selic em 4,5% até o primeiro semestre de 2020.

A instituição não descarta a possibilidade de novos cortes no início do próximo ano, caso a atividade econômica se apresente mais lenta do que o esperado e as expectativas de inflação do mercado ganhem rumos mais baixos.

E entidade afirma ainda, que está otimista em comparação com outros economistas em termos de crescimento do PIB em 2020, além de dispor de uma perspectiva mais agressiva em termos de aumento da taxa de juros, começando em agosto do próximo ano e terminando 2020 em 5,5%.

"Esperamos que a demanda doméstica possa impulsionar o crescimento econômico (por exemplo, esperamos um crescimento de 3% para o consumo das famílias) e, a fim de manter a expectativa de inflação ancorada às metas estabelecidas para 2020 e para os anos seguintes, o BC precisa retirar os estímulos monetários."

Vale lembrar que o Relatório de Inflação será divulgado na próxima quinta-feira, 19, e será importante ver as previsões atualizadas de inflação e crescimento do PIB informados pelo Banco Central.

(Redação - Investimentos e Notícias)