IPCA variou 0,32% em fevereiro, mostra IBGE

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Destaque IPCA variou 0,32% em fevereiro, mostra IBGE (Foto: Divulgação) IPCA variou 0,32% em fevereiro, mostra IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro variou 0,32%, superando em 0,03 ponto percentual (p.p.) o resultado de janeiro (0,29%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De acordo com o IBGE, este foi o IPCA mais baixo para os meses de fevereiro desde o ano 2000, quando se situou em 0,13%. O acumulado nos dois primeiros meses do ano está em 0,61%, menor percentual para o período desde a implantação do Plano Real em 1994. Em 2017, o acumulado no primeiro bimestre havia sido 0,71%. 

Em fevereiro, o grupo Educação, com alta de 3,89% e impacto de 0,19 p.p., dominou o IPCA, sendo responsável por 59% dele. Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda de 0,33%, contribuindo para conter o índice, com seu impacto de -0,08 p.p. 

A alta de 3,89% no grupo Educação reflete os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo, em especial os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, cujos valores subiram 5,23%, gerando o mais elevado impacto individual sobre o índice do mês (0,16 p.p.). Regionalmente, os cursos regulares tiveram aumentos entre os 4,40% de São Paulo e os 8,02% de Goiânia.

Diferentemente dos anos anteriores, foram captadas em fevereiro as variações dos cursos regulares de Fortaleza. Anteriormente, devido à diferença no período de reajuste, as variações desta região eram incorporadas ao índice em março. 

O grupo dos Transportes apresentou variação de 0,74%, contribuindo com 0,13 p.p. de impacto no índice de fevereiro. Os destaques no grupo foram os itens ônibus urbano (1,90%) e a gasolina (0,85%). Neste último, as variações nas áreas oscilaram entre -3,70% em Fortaleza e 8,55% em Salvador. 

Com relação aos ônibus urbanos, destaca-se o aumento de 6,38% de Goiânia. Ainda nos Transportes, cabe destacar a variação de 1,73% no item táxi, reflexo do reajuste de 7,39% no Rio de Janeiro (5,94%), em vigor desde 24 de janeiro.

Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas, com variação de -0,33%, contribuiu para conter a taxa do IPCA de janeiro para fevereiro. Considerando os alimentos para consumo em casa, com exceção de Belém (0,29%), as regiões pesquisadas mostraram preços em queda, indo de -0,16% em Porto Alegre até -1,29% em Campo Grande.

Foram vários os produtos importantes na mesa do brasileiro que ficaram mais baratos de um mês para o outro, a exemplo das carnes (-1,09%) e das frutas (-1,13%).

Quanto aos demais grupos, esses situaram-se entre -0,38% referente ao Vestuário e 0,38% de Saúde e Cuidados Pessoais.

Por fim , na ótica dos índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana do Rio de Janeiro (0,72%), com destaque para o ônibus urbano, com alta de 4,71% e os cursos regulares, que subiram 5,89%. 

(Redação – Investimentos e Notícias)