IPCA apresenta variação de 0,43% em fevereiro

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IPCA apresenta variação de 0,43% em fevereiro (Foto: Pexels) IPCA apresenta variação de 0,43% em fevereiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro foi de 0,43%, enquanto em janeiro a taxa havia sido de 0,32%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acumulado no ano foi para 0,75%, acima dos 0,61% registrados no mesmo período de 2018. Nos últimos doze meses, o acumulado foi de 3,89%, acima dos 3,78% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2018, a taxa fora de 0,32%.

Seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta, de janeiro para fevereiro, com destaque para Educação (3,53%), grupo responsável pelo segundo maior impacto positivo no IPCA de fevereiro, com 0,17 ponto percentual (p.p.), atrás apenas de Alimentação e Bebidas (0,78% e 0,19 p.p.). As outras altas ficaram por conta de: Saúde e Cuidados Pessoais (0,49% e 0,06 p.p.), Habitação (0,38% e 0,06 p.p.), Artigos de Residência (0,20% e 0,01 p.p.) e Despesas Pessoais (0,18% e 0,02 p.p.). Por outro lado, dois grupos tiveram deflação: Transportes (-0,34% e -0,06 p.p.) e Vestuário (-0,33% e -0,02 p.p.). Já o grupo de Comunicação ficou estável no período (0,00% e 0,00 p.p.).

Responsável pela maior variação entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, o grupo Educação (3,53%) reflete os reajustes praticados no início do ano letivo, em especial nas mensalidades dos cursos regulares, cujos valores subiram, em média, 4,58%, gerando o mais elevado impacto individual sobre o índice do mês (0,15 p.p.). Regionalmente, os cursos regulares tiveram aumentos entre os 2,60% de Brasília e os 7,17% de Aracaju.

Alimentação e bebidas, grupo com o maior impacto no IPCA de fevereiro (0,19 p.p.), mostrou desaceleração, ao passar de 0,90% em janeiro para 0,78% em fevereiro. O grupamento da alimentação no domicílio subiu 1,24%, impulsionado, especialmente, pelas altas observadas nos preços do feijão-carioca (51,58%), da batata-inglesa (25,21%), das hortaliças (12,13%) e do leite longa vida (2,41%).

No lado das quedas, destacam-se as carnes (-1,23%), o arroz (-1,23%), o frango inteiro (-1,69%) e o tomate (-5,95%). A alimentação fora recuou 0,04% influenciada, principalmente, pelo item refeição (-0,22%).

O item energia elétrica, com alta de 1,14%, foi o principal impacto (0,04 p.p.) do grupo Habitação (0,38%) no índice do mês, em razão dos aumentos nas alíquotas do PIS/COFINS na maioria das regiões pesquisadas. As variações ficaram entre os -2,35% de Aracaju e os 14,99% de Rio Branco, cuja alta contempla o reajuste médio de 21,29% nas tarifas, em vigor desde 13 de dezembro de 2018, suspenso pela justiça no dia 3 de janeiro, voltando a vigorar no dia 29 de janeiro. Ressalta-se ainda que permanece, desde de dezembro de 2018, a bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional por quilowatt-hora consumido.

Ainda em Habitação, a variação de 4,11% no item gás encanado ocorreu em razão do reajuste médio de 11% na tarifa em São Paulo (10,64%), em vigor desde 1º de fevereiro. Cabe destacar o reajuste de 1,04% concedido pela Petrobras, nas refinarias, no preço do gás de botijão (-0,72%), a partir do dia 5 de fevereiro.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,49%) os destaques são os itens plano de saúde (0,79%) e higiene pessoal (0,74%). No lado das quedas, o Vestuário (-0,33%) sofreu influência, principalmente, dos calçados (-0,54%) e das roupas femininas (-0,56%).
Nos Transportes, a deflação de 0,34% foi impulsionada pelas quedas registradas nos itens passagem aérea (-16,65%) – maior impacto individual negativo no mês (-0,08 p.p.) – e gasolina (-1,26%). À exceção de Goiânia, que registrou alta de 3,21% na gasolina, as demais áreas apresentaram quedas que variaram entre os -4,26% da região metropolitana de Porto Alegre e o -0,37% das regiões metropolitanas de Recife e Salvador.

O etanol também apresentou queda de preços de janeiro para fevereiro (-0,81%), enquanto registraram altas o óleo diesel (0,36%) e o gás veicular (7,75%). Este último sob influência do reajuste de 40,11% em São Paulo (21,12%) em vigor desde 1º de fevereiro.

A maior contribuição positiva no grupo dos Transportes (-0,34%) ficou com o item ônibus urbano (1,50% e 0,04 p.p.), por conta de reajustes nas tarifas em cinco das dezesseis regiões pesquisadas durante o período de referência da pesquisa.

Ainda em Transportes destaca-se o ônibus intermunicipal (0,27%) que incorpora o reajuste médio de 6,00% nas tarifas em São Paulo (2,62%) a partir de 20 de janeiro e a redução média de 3,00% nas tarifas no Rio de Janeiro (-2,31%) desde 11 de fevereiro. Destaca-se, também, a alta de 3,85% no trem em razão do reajuste de 9,52% nas tarifas no Rio de Janeiro (8,57%) em vigor desde 02 de fevereiro e em São Paulo (3,37%), cujo reajuste foi de 7,50% a partir de 13 de janeiro. Com a mesma vigência, o item metrô (2,53%) apropria o mesmo reajuste em São Paulo (3,37%).

Quanto aos índices regionais, apenas Brasília (-0,18%) teve deflação em fevereiro, em razão das quedas nos preços da passagem aérea (-18,33%) e da gasolina (-1,63%). O maior índice ficou com o município de Rio Branco (1,12%), influenciado, principalmente, pelo feijão-carioca (69,46%) e pela energia elétrica (14,99%) em função do reajuste médio de 21,29% nas tarifas, em vigor desde 13 de dezembro de 2018, suspenso pela justiça no dia 3 de janeiro, voltando a vigorar no dia 29 de janeiro.

(Redação – Investimentos e Notícias)