IPCA apresenta variação de 0,09% em março

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Destaque IPCA apresenta variação de 0,09% em março (Foto: Divulgação) IPCA apresenta variação de 0,09% em março

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março variou 0,09%, bem abaixo do resultado de fevereiro (0,32%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acumulado no ano foi de 0,70%. Tanto a variação mensal quanto o acumulado no ano representaram o menor nível para um mês de março desde a implantação do Plano Real. 

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Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Transportes (-0,25%) e Comunicação (-0,33%) apresentaram deflação em março. Já os demais grupos vieram com alta variando de 0,05% a 0,48%.

No grupo dos Transportes, a deflação de 0,25% foi motivada pela queda nas passagens aéreas (-15,42%), que exerceram o impacto negativo mais intenso no índice do mês, -0,07 ponto percentual (p.p.). Os combustíveis também apresentaram queda (-0,04%), com destaque para a gasolina (-0,19%) cujos preços variaram dos -4,69% na região metropolitana de Recife até os 2,59% registrados na de Fortaleza. 

A queda de 0,33% no grupo Comunicação foi motivada pela redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel, em vigor desde 25 de fevereiro.

No lado das altas, o grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação no mês (0,48%), além da maior contribuição (0,06 p.p.). Nesse grupo, o destaque foi o item plano de saúde (1,06%), responsável pelo segundo maior impacto individual no mês (0,04 p.p.).

Já o maior impacto individual veio das frutas (5,32% e 0,05 p.p.), do grupo Alimentação e bebidas que, após cair 0,33% em fevereiro, teve alta (0,07%) em março. Apesar da aceleração no preço das frutas, o grupamento dos alimentos para consumo no domicílio registrou deflação em março (-0,18%), menos intensa do que a de fevereiro (-0,61%). Os destaques nas quedas foram carnes (-1,18%), tomate (-5,31%) e frango inteiro (-2,85%). Já a alimentação fora acelerou de fevereiro (0,18%) para março (0,52%). As variações ficaram entre -0,31% na região metropolitana de Porto Alegre e 1,08% na de Curitiba.

No grupo Habitação, a alta de 0,19% foi impulsionada pela energia elétrica (0,67%) devido à apropriação dos reajustes de 9,09% e 21,46% nas tarifas das concessionárias do Rio de Janeiro, em vigor desde 15 de março. As demais áreas apresentaram variação entre -4,69% na região metropolitana de Vitória e 2,60% na de Belo Horizonte em razão dos aumentos e reduções nas alíquotas do PIS/COFINS. Cabe destacar que a bandeira tarifária verde está em vigor desde janeiro de 2018, não havendo cobrança de adicional no consumo de energia.

Os índices regionais mais elevados foram os das regiões metropolitanas de Fortaleza e Belo Horizonte, ambos com alta de 0,23%. Na primeira, o destaque foi a gasolina que ficou, em média, 2,59% mais cara e os cursos regulares (2,02%). Em Belo Horizonte sobressai a energia elétrica, com alta de 2,60% e as frutas, que subiram 8,34%. O menor índice foi o de Campo Grande, cuja queda de 0,35% foi impulsionada pela energia elétrica (-4,52%), pelas carnes (-2,06%) e a gasolina (-1,50%).

(Redação – Investimentos e Notícias)