IPCA-15 registra variação de 0,14% no mês de maio

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Destaque IPCA-15 registra variação de 0,14% no mês de maio (Foto: Pexels) IPCA-15 registra variação de 0,14% no mês de maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,14% em maio, 0,07 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de abril (0,21%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a menor taxa para um mês de maio desde o ano 2000, quando o índice registrou 0,09%. 

Já o IPCA-15 acumulado no ano ficou em 1,23%, menor nível para o período janeiro-maio desde a implantação do Plano Real. O acumulado dos últimos doze meses foi de 2,70%, ficando abaixo dos 2,80% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já em maio de 2017 a taxa foi 0,24%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação e bebidas (-0,05%), Artigos de residência (-0,11%) e Transportes (-0,35%) apresentaram deflação de abril para maio. Já os demais grupos registraram aumento nos preços.

A queda de 0,05% do grupo Alimentação foi influenciada, principalmente, pela alimentação fora (-0,28%), cujos resultados variaram entre -0,86% da região metropolitana de São Paulo e 1,06% na região metropolitana de Porto Alegre. O destaque foi o item refeição fora (-0,46%).

Já o grupamento dos alimentos no domicílio apresentou alta de 0,09% após a queda de 0,05% de abril. Enquanto cebola (35,68%), hortaliças (6,10%), feijão-carioca (3,75%) e leite longa vida (4,44%) apresentaram alta, outros itens importantes no consumo das famílias registraram queda de preços: açúcar cristal (-3,90%), pescados (-3,51%), frango inteiro (-1,60%), arroz (-1,35%) e frutas (-0,97%).

Nos Artigos de residência (-0,11%), a queda foi impulsionada pelo item TV, som e informática (-1,47%). Com exceção de Porto Alegre (0,22%), as demais regiões pesquisadas apresentaram queda de preços de abril para maio.

Nos Transportes (-0,35%), apesar da alta de 0,81% na gasolina, houve quedas nos itens etanol (-5,17%) e passagem aérea (-14,94%). Ambos contribuíram com -0,05 p.p. (o impacto negativo mais intenso sobre o índice do mês) para o resultado de maio.

Quanto às altas, o grupo Saúde e cuidados pessoais (0,76%) apresentou a maior variação dentre os grupos e o maior impacto no índice do mês, 0,09 p.p. A pressão foi exercida pelos itens plano de saúde (1,06%) e remédios (1,04%) - que sofreram reajuste anual, a partir de 31 de março, com variação entre 2,09% e 2,84%, conforme o tipo do medicamento.

No grupo Habitação (0,45%), o destaque foi o item energia elétrica (2,18%), representando o maior impacto individual no índice de maio. Além da vigência, a partir de 1º de maio, da bandeira tarifária amarela, adicionando a cobrança de R$0,01 a cada kwh consumido, as seguintes áreas pesquisadas sofreram reajuste nas tarifas: Salvador (15,47%) - reajuste de 16,95% a partir de 22 de abril; Porto Alegre (5,95%) – reajuste de 9,85% a partir de 19 de abril; Recife (5,59%) - reajuste de 8,47% a partir de 29 de abril; e Fortaleza (5,80%) - reajuste de 3,80% a partir de 22 de abril.

O Item gás encanado (0,46%) refletiu o reajuste de 1,87% ocorrido no Rio de Janeiro (0,88%), em vigor desde 1º de maio, e a taxa de água e esgoto (0,01%), o reajuste de 2,78% em Recife (0,35%), a partir de 12 de maio.

Os itens mão de obra para pequenos reparos (-0,10%), do grupo Habitação (0,45%), e empregado doméstico (0,43%), do grupo Despesas pessoais (0,14%), passaram a incorporar a variação apurada a partir das informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). 

Quanto aos índices regionais, a região metropolitana de São Paulo (-0,19%) apresentou o menor resultado em razão das quedas nos itens etanol (-5,56%) e passagem aérea (-28,39%). A região metropolitana de Salvador apresentou o maior resultado (0,77%), influenciado pela energia elétrica (15,47%), devido ao reajuste de 16,95% nas tarifas em vigor desde 22 de abril, e da cebola, que registrou alta de 44,84%.