Intenção de Investimentos avança no 1º trimestre de 2018

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Intenção de Investimentos avança no 1º trimestre de 2018 (Foto: Divulgação) Intenção de Investimentos avança no 1º trimestre de 2018

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria da Fundação Getulio Vargas avançou 7,7 pontos no primeiro trimestre de 2018 em relação ao trimestre anterior, atingindo 123,7 pontos, o maior nível desde o quarto trimestre de 2013 (129,5). 

“O resultado corrobora um cenário de aceleração dos investimentos em 2018, respaldado pela expectativa de retomada do crescimento do setor da Construção e de mais um bom ano da Agropecuária e da Indústria de Transformação. A Sondagem também identificou redução da incerteza quanto à execução dos planos de investimento, uma boa notícia mas que deve ser absorvida ainda com cautela diante das dúvidas com relação ao processo eleitoral e suas repercussões sobre a economia”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

Com o resultado do primeiro trimestre de 2018, o Indicador de Investimentos chega ao quarto trimestre consecutivo acima dos 100 pontos, nível em que a proporção de empresas prevendo aumentar o volume de investimentos produtivos nos 12 meses seguintes é superior à das que projetam reduzir os investimentos. Isso não ocorria desde 2014. 

Ainda assim, o Indicador continua abaixo do nível médio de 2012-2013, os dois últimos anos anteriores à longa recessão de 2014-2016.

Entre o quarto trimestre de 2017 e o primeiro de 2018 houve aumento da parcela de empresas que preveem investir mais, de 26,6% para 34,7%, acompanhado do aumento, em menor magnitude, da proporção das que preveem investir menos, de 10,6% para 11,0%. 

Na Sondagem de Investimentos da FGV IBRE, as empresas industriais também são consultadas trimestralmente sobre o grau de certeza quanto à execução do plano de investimentos nos 12 meses seguintes.

No primeiro trimestre de 2018, a proporção de empresas certas quanto à execução do plano de investimentos foi de 33,4%, superando a parcela de 19,2% de empresas incertas. 

O saldo de 14,2 pontos percentuais (p.p.) representa o melhor resultado desde o quarto trimestre de 2015. No trimestre anterior, o saldo havia sido de apenas 1,5 p.p., com proporções de 26,8% e 25,3%, respectivamente. 

O resultado geral da pesquisa reforça o cenário mais favorável ao investimento que vinha se desenhando nos últimos meses. Houve avanço da intenção de realização de investimentos e redução da parcela de empresas incertas para o segundo menor valor da série. 

Ainda assim, há que se considerar os riscos ainda elevados no ambiente político com potencial para afetar de alguma forma o ambiente econômico levando a reavaliações sobre dos programas de investimento.

(Redação – Investimentos e Notícias)