Inflação deve desacelerar em janeiro, afirma MUFG

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Inflação deve desacelerar em janeiro, afirma MUFG Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, 23, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que teve variação de 0,71% em janeiro.

O indicador ficou 0,34 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 1,05% registrada em dezembro. No entanto, ele representou o maior resultado para um mês de janeiro desde 2016, quando o índice foi de 0,92%. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,34%.

De acordo com o MUFG (Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc), holding do Banco MUFG Brasil, espera-se desaceleração adicional da inflação para todo o mês de janeiro devido a um conjunto de razões, entre elas a a inflação da carne que deve desacelerar ainda mais e os preços dos combustíveis, que também podem mostrar alguma desaceleração influenciada pelo corte de preços anunciado pela Petrobras em 14 de janeiro.

Além disso, também deve haver deflação mais acentuada de roupas e passagens aéreas, considerando o aspecto sazonal.

Por outro lado, as tarifas de energia elétrica não devem mostrar deflação, visto que a bandeira tarifária em janeiro foi mantida em amarela. A pressão pode vir, inclusive, de despesas pessoais devido à alta temporada que eleva os preços de excursão, hotel, entre outros.

Com isso, o MUFG aguarda por alta de 0,35% em janeiro, além de as mensalidades escolares terem impacto no IPCA em fevereiro. Para todo o ano de 2020, a projeção de 4% tem um viés de queda. "Não vemos sinais de pressões inflacionárias consideráveis pelo menos durante o 1º semestre de 2020", afirma a entidade.

(Redação - Investimentos e Notícias)