Indústria da construção opera com menor ociosidade

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Indústria da construção opera com menor ociosidade (Foto: Divulgação) Indústria da construção opera com menor ociosidade

A indústria da construção operou com 60% de sua capacidade em janeiro, percentual não observado desde julho de 2015, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além disso, os indicadores de nível de atividade e de número de empregados apresentaram menor ritmo de queda no primeiro mês de 2018.

Os indicadores de expectativa, que vinham apresentando melhora, recuaram no mês de fevereiro. No entanto, ainda permanecem acima da linha divisória de 50 pontos, o que denota expectativa de crescimento da indústria da construção nos próximo seis meses.

Os indicadores de nível de atividade e de número de empregados atingiram, respectivamente, 45,6 e 43,9 pontos em janeiro, altas de 0,7 e de 0,9 ponto ante dezembro. Na comparação com janeiro de 2017, os indicadores cresceram, respectivamente, 6,3 e 5,5 pontos, o que indica menor ritmo de queda do nível de atividade e do número de empregados em ambas as comparações.

A indústria da construção opera com menor ociosidade. O indicador de nível de atividade em relação ao usual atingiu 35,2 pontos em janeiro, maior valor desde janeiro de 2015, quando registrou 35,9 pontos. O crescimento do indicador para valores ainda abaixo de 50 pontos sinaliza aproximação do nível atual com o usual para o mês, embora a indústria ainda esteja operando abaixo do normal.

A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) atingiu 60% em janeiro, dois pontos percentuais acima do observado em dezembro e cinco pontos percentuais maior que o analisado em janeiro de 2017. Em relação à média histórica para o mês, o UCO encontra-se três pontos percentuais abaixo.

Os indicadores de expectativa oscilaram negativamente na passagem de janeiro para fevereiro. No entanto, todos permanecem acima da linha divisória de 50 pontos, o que aponta para crescimento do nível de atividade, de novos empreendimentos e serviços, do número de empregados e de compras de insumo e matérias-primas.

Os indicadores de expectativa do nível de atividade e de novos empreendimentos e serviços caíram 0,8 e 1,9 pontos, respectivamente, atingindo 55,4 e 53,8 pontos, em fevereiro. Os indicadores de compras de insumos e matérias-primas e do número de empregados recuaram 0,5 e 0,7 pontos, respectivamente, alcançando 54,5 e 53,3 pontos.

O indicador de intenção de investimento permaneceu estável em 32,1 pontos em fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2017, o indicador apresentou alta de 5,3 pontos. O índice varia no intervalo de 0 a 100. Quanto maior o índice, maior é a intenção de investimento.

O Índice de Confiança do Empresário da Construção caiu 0,9 ponto, passando de 57,0 em janeiro para 56,3 pontos em fevereiro. Apesar da queda, o indicador permanece acima de 50 pontos, o que sinaliza confiança dos empresários do setor da construção.

O indicador de Expectativa mostra otimismo dos empresários para os próximos seis meses, embora tenha caído 1,6 ponto na passagem de janeiro para fevereiro, atingindo 59,8 pontos. O indicador de Condições Atuais ainda aponta para piora das condições correntes de negócio, ao manter-se estável em 49,1.

(Redação – Investimentos e Notícias)