Índice do custo de vida em São Paulo sobe 0,95% em janeiro

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Índice do custo de vida em São Paulo sobe 0,95% em janeiro Foto: Divulgação Índice do custo de vida em São Paulo sobe 0,95% em janeiro

O Índice do Custo de Vida do município de São Paulo aumentou 0,95%, entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018, segundo cálculo do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). De fevereiro de 2017 a janeiro de 2018, a variação acumulada foi de 2,35%.

A taxa do estrato de renda1 1, que engloba as famílias de menor renda, foi de 0,59%, a do estrato 2, de 0,81% e a do 3, de 1,10%. Em 12 meses, as taxas por estrato de renda foram as seguintes: 1º estrato, 1,76%; 2º estrato, 1,95%; e, 3º estrato, 2,72%.

Foram registradas taxas positivas nos grupos Educação e Leitura (3,56%), Transporte (3,19%), Despesas Diversas (1,48%), Recreação (0,70%), Saúde (0,51%), Alimentação (0,45%), Equipamentos Domésticos (0,23%) e Despesas Pessoais (0,21%). Houve redução no Vestuário (-0,94%) e Habitação (-0,14%).

Os grupos Educação e Leitura (3,56%), Transporte (3,19%), Saúde (0,51%) e Alimentação (0,45%) contribuíram com 0,98 ponto percentual (p.p.) para a taxa geral.

Os subgrupos do grupo Educação e Leitura (3,56%) apresentaram as seguintes variações: leitura aumentou 2,72% e educação, 3,61% - principalmente devido aos reajustes dos cursos formais (4,39%): ensino infantil (6,28%); primeiro ano do ensino fundamental (7,88%), segundo ao quinto ano do ensino fundamental (5,91%), sexto ao nono ano do ensino fundamental (5,89%); ensino médio (6,13%); ensino superior (1,52%); e, pré-vestibular (2,44%).

A taxa do grupo Transporte foi 3,19%. No subgrupo transporte individual (2,92%), destacaram-se os aumentos dos combustíveis (4,68%): álcool (4,78%), gasolina (4,76%) e diesel (0,72%). A elevação de 3,81% no subgrupo transporte coletivo ocorreu devido aos reajustes nas tarifas dos meios de transporte na capital paulista, em especial, dos ônibus municipais (5,26%) e do bilhete unitário do metrô (5,26%).

Nos subgrupos da Saúde (0,51%) foram verificadas as seguintes taxas: 0,04% para os medicamentos e produtos laboratoriais (-0,80%), seguros e convênios médicos (0,31%), consultas médicas (1,91%) e diárias hospitalares (3,16%).

Houve elevação em todos os subgrupos da Alimentação (0,45%): indústria alimentícia (0,10%), alimentação fora do domicílio (0,44%) e produtos in natura e semielaborados (0,73%).

No subgrupo alimentação fora do domicílio (0,44%), em média, as refeições principais apresentaram alta de 0,69% e os lanches matinais e vespertinos, de 0,13%.

As taxas do subgrupo indústria da alimentação subiram, em média, 0,10%. As variações positivas e negativas mais significativas foram: frango assado (2,31%), carnes industrializadas (0,53%), refrigerantes (-0,61%), leite longa vida (-1,95%) e iogurtes (-2,04%).

A desagregação dos itens que compõem o subgrupo produtos in natura e semielaborados (0,73%) incluídos nos gastos com Alimentação (0,45%), revelou o seguinte comportamento:

- Aves e ovos (-1,39%) – houve queda nos preços das aves (-0,98%) e dos ovos (-3,23%);
- Grãos (-1,22%) – o preço do arroz aumentou 0,59%; o feijão carioquinha e os outros grãos tiveram redução de -6,73% e -1,71%, respectivamente;
- Frutas (-0,99%) – limão (-26,62%) e abacate (-24,70%) registraram as maiores quedas de preço; laranja (4,82%) e banana (4,12%), as elevações mais significativas;
- Leite in natura (0,00%) – houve elevação do leite tipo A, 0,14%; os demais tipos não variaram;
- Carnes (0,91%) – tanto a carne bovina (0,91%) quanto a suína (0,95%) tiveram alta nos preços médios;
- Hortaliças (2,20%) – todas as hortaliças tiveram aumento nos preços médios, exceto cheiro verde e temperos (-0,09%). As maiores taxas foram anotadas no brócolis (5,98%), agrião (4,06%) e couve flor (3,41%);
- Raízes e tubérculos (4,95%) – as altas ocorreram para a batata (9,70%), beterraba (6,89%), cenoura (6,40%) e cebola (0,80%). Houve diminuição no preço do alho (-4,50%), mandioquinha (-0,93%) e mandioca (-0,63%); e,
- Legumes (11,89%) – as maiores altas foram registradas no tomate (26,87%), abobrinha (11,87%) e vagem (11,27%). 
Apenas o pimentão (-11,55%) e a berinjela (-1,65%) tiveram redução no valor médio.

A variação acumulada do ICV-DIEESE foi de 2,35% entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018. As taxas foram mais altas para as famílias com poder aquisitivo maior: 1º estrato, 1,76%; 2º estrato, 1,95%; e, 3º estrato, 2,72%.

Nos últimos doze meses, entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018, cinco dos dez grupos do ICV registraram variações acima do índice geral, de 2,35%: Educação e Leitura (4,10%), Habitação (4,68%), Transporte (5,56%), Despesas Diversas (5,87%) e Saúde (6,32%). As taxas dos demais grupos foram menores ou negativas: Recreação (1,19%), Despesas Pessoais (1,78%), Alimentação (-1,96%), Equipamento Doméstico (-5,76%) e Vestuário (-5,81%).

- Educação e Leitura (4,10%) – os itens do subgrupo educação (4,14%) tiveram as seguintes taxas acumuladas: 4,83% para os cursos formais; 2,27% para os cursos diversos; 1,29% para os artigos de papelaria; e, 0,41% para os livros. No subgrupo leitura (3,28%), os jornais e as revistas registraram alta, de 2,14% e 5,12%, respectivamente.

- Habitação (4,68%) – as taxas dos subgrupos da Habitação foram positivas. A maior taxa acumulada foi verificada para o subgrupo operação do domicílio (5,64%) e os serviços administrados (7,99%) que mais contribuíram para esse resultado foram: gás de botijão (30,08%), água e esgoto (7,92%), gás de rua (4,15%) e eletricidade (3,75%). No subgrupo locação, impostos e condomínio (4,25%), a variação para locação de imóveis foi de 0,91%; para o IPTU, de 6,00%; e, para o condomínio, de 6,13%. O subgrupo conservação do domicílio (1,81%) registrou taxa acumulada de 3,68% para a mão de obra da construção civil, e de -0,63% para o material de conservação do domicílio.

- Transporte (5,56%) – o reajuste para o subgrupo transporte individual foi de 5,27% e para o subgrupo transporte coletivo, de 6,20%.

- Despesas Diversas (5,87%) – as despesas médias com animais domésticos apresentaram aumento de 5,59%, nos últimos doze meses, e os gastos médios com comunicação subiram 7,47%.

- Saúde (6,32%) – no subgrupo assistência médica, a variação acumulada foi de 6,95%: para os seguros e convênios médicos, 7,72%; para as internações hospitalares, 6,12%; para as consultas médicas, 3,83%; e para os exames laboratoriais, 2,33%. A alta do subgrupo medicamentos e produtos farmacêuticos foi de 3,55%: os medicamentos subiram 3,73% e os produtos farmacêuticos diminuíram -6,02%.

(Redação - Investimentos e Notícias)