Índice de preços ao produtor sobe 1,05% em março

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Índice de preços ao produtor sobe 1,05% em março (Foto: Divulgação) Índice de preços ao produtor sobe 1,05% em março

Em março de 2018, os preços das indústrias extrativas e de transformação subiram 1,05% em relação ao mês anterior, resultado superior ao observado em fevereiro (0,38%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta foi a maior alta desde novembro de 2017 (1,40%). Das 24 atividades, 21 apresentaram variações positivas de preços, exatamente como no mês anterior. 

Na comparação com fevereiro de 2018, as quatro maiores variações foram observadas entre os produtos das seguintes atividades industriais: indústrias extrativas (4,37%), outros produtos químicos (2,86%), metalurgia (1,56%) e confecções de artigos do vestuário e acessórios (1,31%).

Em termos de influência, na comparação com fevereiro, os destaques de março foram: produtos químicos (0,28 p.p.), alimentos (0,21 p.p.), indústrias extrativas (0,18 p.p.) e metalurgia (0,13 p.p.).

Em março/2018, o indicador acumulado no ano (março/2018 contra dezembro de 2017) atingiu 1,91%, contra 0,86% em fevereiro/2018. Entre as atividades que, em março/2018, tiveram as maiores variações percentuais na perspectiva deste indicador sobressaíram: indústrias extrativas (8,03%), outros produtos químicos (5,97%),confecção de artigos do vestuário e acessórios (5,46%) e metalurgia (4,04%).

Neste indicador, os setores de maior influência foram: outros produtos químicos (0,58 p.p.), metalurgia (0,32 p.p.), indústrias extrativas (0,31 p.p.) e veículos automotores (0,18 p.p.).

Na comparação com março de 2017, a variação de preços em março de 2018 foi de 6,23%, contra 5,19% em fevereiro de 2018. As quatro maiores variações de preços ocorreram em indústrias extrativas (20,23%), refino de petróleo e produtos de álcool (18,50%), papel e celulose (14,79%) e outros produtos químicos (11,70%). Os setores de maior influência nessa comparação foram: refino de petróleo e produtos de álcool (1,87 p.p.), outros produtos químicos (1,11 p.p.), metalurgia (0,80 p.p.) e indústrias extrativas (0,74 p.p.).

Em março de 2018, a variação de preços de 1,05% frente a fevereiro repercutiu entre as grandes categorias econômicas da seguinte maneira: 0,72% em bens de capital; 1,52% em bens intermediários; e 0,34% em bens de consumo, sendo que 0,14% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 0,40% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

A influência das grandes categorias econômicas no resultado da indústria geral (1,05%) foi a seguinte: 0,06 p.p. de bens de capital, 0,87 p.p. de bens intermediários e 0,12 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,10 p.p. deveu-se às variações de preços dos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,02 p.p. nos bens de consumo duráveis.

Em março, o acumulado no ano foi de 1,91%, sendo 1,34% a variação de bens de capital (com influência de 0,11 p.p.), 3,19% de bens intermediários (1,82 p.p.) e -0,04% de bens de consumo (-0,01 p.p.). No último caso, o resultado foi influenciado em 0,12 p.p. pelos bens de consumo duráveis e - 0,13 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Na taxa anual (M/M-12), a variação de preços da indústria alcançou, em março, 6,23%, com as seguintes variações: bens de capital, 5,27% (0,45 p.p.); bens intermediários, 8,93% (5,02 p.p.); e bens de consumo, 2,15% (0,76 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,40 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 0,36 p.p.

(Redação – Investimentos e Notícias)