Índice de Estoques fica praticamente estável em maio

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Índice de Estoques fica praticamente estável em maio (Foto: Divulgação) Índice de Estoques fica praticamente estável em maio

O Índice de Estoques (IE) do varejo na cidade de São Paulo teve uma discreta queda de 0,6% em maio, ao passar de 114,6 pontos em abril para 113,8 pontos. Em relação ao mesmo período de 2017, o indicador subiu 7,8%. Isso significa que 56,7% dos empresários consideraram seus estoques adequados em maio, queda de 0,4 ponto porcentual (p.p.) em relação a abril; e alta de 4 p.p. se comparado ao mesmo mês de 2017.

Os dados são levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e captam a percepção dos varejistas sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, variando de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos 100 pontos é o limite entre inadequação e adequação.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a leve queda foi ocasionada em razão da ligeira alta de 0,4 p.p. na proporção de empresários que declararam estar com estoques baixos, alcançando 13% em maio, enquanto 30% disseram estar com excesso de produtos nas prateleiras, dado inalterado em relação ao mês anterior.

De acordo com a Entidade, esse resultado tem coerência com a percepção de muitos varejistas de que o ritmo de recuperação da economia está demorando mais do que se esperava para engrenar. Com a confiança do consumidor e do empresário estagnadas e vendas de alguns segmentos em alta, o cenário é de indefinição.

Para a Federação, o porcentual de empresários com estoques elevados caiu um pouco com as vendas de Natal, mas, de lá para cá, a evolução praticamente estancou. Para que ele volte ao patamar pré-crise (de menos de 25%), será necessária mais uma rodada de otimismo e crescimento das vendas, o que ocorreu de forma muito tênue e localizada – em setores como automóveis e grandes empresas – no primeiro trimestre deste ano.

A Entidade destaca ainda que o indicador de estoques tem sido o mais resistente e demorado a reagir à recuperação já em curso na economia desde 2017 e, agora, com essa percepção de que o primeiro trimestre do ano teve desempenho um pouco abaixo do esperado, o ajuste definitivo fica descartado para o primeiro semestre.