Índice de Confiança da Indústria marca 101,1 pontos em maio

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Destaque Índice de Confiança da Indústria marca 101,1 pontos em maio (Foto: Divulgação) Índice de Confiança da Indústria marca 101,1 pontos em maio

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas ficou relativamente estável em maio de 2018, ao avançar 0,1 ponto, para 101,1 pontos.

“A sondagem de maio reforça a tendênca de perda de fôlego da indústria esboçada no mês anterior, quando o ICI recuou -0,7 ponto. O resultado reflete em boa medida a piora das expectativas em relação ao desempenho da economia brasileira em 2018, motivada pelo aumento de riscos no mercado externo e pelo elevado nível de incerteza econômica e política”, afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV IBRE.

A confiança industrial avançou em 10 dos 19 segmentos industriais em maio. Após registrar queda de 1,3 ponto no mês anterior, o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,1 ponto, para 101,6 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA) também subiu 0,1 ponto em maio, para 100,6 pontos, retornando ao valor de março.

A melhora na percepção sobre a situação dos negócios em maio foi a principal contribuição favorável ao resultado do ISA, que contou ainda com melhora nas avaliações sobre a demanda e redução de empresas com estoques insuficientes. Na segunda alta consecutiva, o indicador avançou 1,2 ponto, para 97,2 pontos. O percentual de empresas que consideram a situação atual dos negócios boa aumentou de 14,5% para 22,8% entre abril e maio. A proporção de empresas que a consideram fraca também aumentou, porém em menor magnitude, de 20,5% para 27,3% do total.

O indicador de expectativas com a evolução do pessoal ocupado nos três meses seguintes aumentou 2,4 pontos, para 101,1 pontos. Foi o único componente do IE a registrar melhora no mês - as perspectivas com a produção não avançaram em maio e o otimismo com a evolução dos negócios arrefeceu nos últimos meses.

Houve elevação na proporção de empresas prevendo aumento do quadro de pessoal, de 18,6% para 21,9%, e diminuição da proporção das que esperam redução, de 11,5% para 11,1% do total.

Após três altas consecutivas, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) manteve-se estável em 76,5%, o maior desde maio de 2015 (76,6%).