Indicador Antecedente de Emprego recua em julho

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Destaque Indicador Antecedente de Emprego recua em julho (Foto: Divulgação) Indicador Antecedente de Emprego recua em julho

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas caiu 0,8 ponto em julho, para 94,7 pontos, menor nível desde dezembro de 2016 (90,0 pontos). O indicador recuou pela quinta vez consecutiva, o que não ocorria desde meados do segundo trimestre de 2014, início da crise.

“O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) continua sua trajetória de queda, convergindo para níveis próximos da média histórica prévia a crise (87 pontos). Este fato mostra que a geração de emprego ao longo dos próximos meses deverá ser mais modesta, relacionando-se com o crescimento econômico mais moderado do que o previamente esperado.”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV IBRE.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) diminuiu em julho, ao variar -1,0 ponto, para 96,1 pontos, retornando ao patamar de março deste ano. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. 

“O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) continua mostrando sua estabilidade, ainda que em nível elevado, o que indica um mercado de trabalho bastante difícil. O índice de julho de 2018 encontra-se em patamar similar ao apresentado em março de 2018, mas inferior ao apresentado no ano de 2017. No entanto, o recuo tímido ilustra um mercado de trabalho que ainda se apresenta em ritmo fraco e no qual a recuperação deve continuar em ritmo moderado.”, continua Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Segundo a FGV, a queda do IAEmp ocorreu em quatro dos sete indicadores que o compõem, com destaque para o de Emprego previsto para os próximos três meses da Indústria de Transformação, que contribuiu majoritariamente para a queda do indicador, com variação de -11,0 pontos na margem.

Por fim, as classes de renda que mais contribuíram para o recuo do ICD foram as duas mais baixas: consumidores com renda familiar até R$ 2.100,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) caiu 2,5 pontos; e a faixa entre R$ 2.100,00 e R$ 4.800,00, com variação de -1,5 ponto.

(Redação – Investimentos e Notícias)