Indicador Antecedente de Emprego atinge maior nível desde junho 2008

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Destaque Indicador Antecedente de Emprego atinge maior nível desde junho 2008 Foto: Divulgação Indicador Antecedente de Emprego atinge maior nível desde junho 2008

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), da Fundação Getulio Vargas, avançou 3,1 pontos, em dezembro, para 107,0 pontos, o maior nível da série iniciada em junho de 2008. Com o resultado, o indicador avançou 17,0 pontos em 2017 e sinaliza continuidade da tendência de recuperação do mercado de trabalho nos primeiros meses de 2018.

“O índice antecedente de emprego (IAEmp) segue refletindo o grande otimismo quanto à recuperação da atividade econômica no país. O índice reflete a expectativa de melhora dos negócios e planos de contratação das empresas nos próximos meses. O elevado nível do índice indica que a geração de postos de trabalho deve avançar ainda mais durante este ano.”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, Economista da FGV IBRE.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou pelo segundo mês consecutivo, ao variar 1,7 ponto, para 100,3 pontos, maior desde março de 2017 (100,6). No ano, o indicador recuou 3,3 pontos.

“Ainda que o nível do Índice Coincidente de Desemprego (ICD) esteja acima de 100 pontos, o resultado mostra que apesar da redução da taxa de desemprego, a situação do mercado de trabalho continua difícil. A taxa de desemprego se mantém na casa dos 12% e a geração de vagas continua ocorrendo predominantemente no mercado informal, retratando um mercado de trabalho ainda complicado para o trabalhador”, continua Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Destaques do IAEmp e ICD
A alta do IAEmp em dezembro ocorreu em seis dos sete indicadores que o compõem, com destaque para os que medem a situação dos negócios para os próximos seis meses, na Sondagem da Indústria de Transformação, e a situação dos negócios atual, da Sondagem de Serviços, com variações de 9,1 e 4,4 pontos, na margem, respectivamente.

Assim como no mês passado, as classes de renda que mais contribuíram para a alta do ICD foram as duas mais baixas: consumidores com renda familiar até R$ 2.100,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) variou 9,5 pontos; e a faixa entre R$ 2.100,00 e R$ 4.800,00, com avanço de 1,1 ponto.

(Redação - Investimentos e Notícias)