IGP-M acelera na 2ª prévia de junho

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Destaque IGP-M acelera na 2ª prévia de junho (Foto: Pexels) IGP-M acelera na 2ª prévia de junho

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,75% no segundo decêndio de junho, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). No mês anterior, para o mesmo período de coleta, o índice havia registrado alta de 1,20%.

Dentre os indicadores, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) avançou de 1,71% no segundo decêndio de maio para 2,24% no segundo decêndio de junho. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 2,17% em junho, após elevação de 0,18% em maio. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -6,06% para 8,55%.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários variou 2,41% em junho, contra 2,50% em maio. O destaque coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 8,31% para 2,27%.

A taxa do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 2,63% em maio para 2,10% em junho. Contribuíram para o recuo da taxa de variação do grupo os seguintes itens: minério de ferro (9,24% para 0,09%), soja (em grão) (5,45% para 0,76%) e leite in natura (5,02% para 3,14%). Em sentido oposto, destacam-se os itens aves (-0,83% para 14,49%), cana-de-açúcar (-2,84% para 1,00%) e milho (em grão) (1,85% para 4,89%).

Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,99% no segundo decêndio de junho, ante 0,20%, no mesmo período do mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,04% para 1,47%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 4,84% para 14,21%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (-0,18% para 1,38%), Habitação (0,27% para 1,17%), Vestuário (0,08% para 1,15%) e Despesas Diversas (0,06% para 0,10%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos itens gasolina (0,34% para 5,81%), tarifa de eletricidade residencial (1,33% para 5,40%), roupas (0,30% para 1,14%) e alimentos para animais domésticos (-0,06% para 0,55%).

Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,13% para 0,50%), Educação, Leitura e Recreação (-0,12% para -0,33%) e Comunicação (0,28% para 0,16%). Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados nas taxas dos seguintes itens: medicamentos em geral (2,22% para 0,37%), salas de espetáculo (0,62% para -0,37%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,87% para 0,48%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) registrou alta de 0,48% no segundo decêndio de junho. No mês anterior, este índice havia subido 0,44%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,41%, abaixo do resultado de maio, de 0,66%. O índice que representa o custo da Mão de Obra subiu 0,54%, ante 0,26% no mês anterior.

(Redação – Investimentos e Notícias)