IGP-DI apresenta variação de 1,07% em março

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Destaque IGP-DI apresenta variação de 1,07% em março (Foto: Pexels) IGP-DI apresenta variação de 1,07% em março

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,07% em março, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando a taxa havia sido de 1,25%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 2,41% no ano e de 8,27% em 12 meses. Em março de 2018, o índice havia subido 0,56% e acumulava elevação de 0,76% em 12 meses.

Dentre os indicadores, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,35% em março. Em fevereiro, a taxa foi de 1,79%. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 1,70% em março após registrar alta de 1,77% em fevereiro.

O principal responsável por este recuo foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 23,32% para 8,13%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,35% em março, ante queda de 0,29% em fevereiro.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 0,16% em fevereiro para 0,68% em março. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de -0,94% para 0,31%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,26% em março, contra queda de 0,74% no mês anterior.

O estágio das Matérias-Primas Brutas variou 1,75% em março. Em fevereiro, a taxa havia subido 3,85%. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (12,26% para 0,10%), leite in natura (9,24% para 3,44%) e milho (em grão) (3,70% para 1,13%). Em sentido oposto, vale citar soja (em grão) (0,35% para 2,13%), aves (2,88% para 7,92%) e bovinos (-0,13% para 1,39%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,65% em março, ante 0,35% no mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para a elevação da taxa do IPC partiu do grupo Transportes (-0,01% para 1,22%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -1,71% para 3,05%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,65% para 0,02%), Alimentação (0,94% para 1,10%), Vestuário (-0,13% para 0,50%) e Comunicação (0,00% para 0,19%). Nestas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos seguintes itens: show musical (-3,17% para 3,55%), hortaliças e legumes (5,93% para 13,42%), roupas (-0,10% para 0,72%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,00% para 0,98%).

Em contrapartida, os grupos Habitação (0,44% para 0,36%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,37%) e Despesas Diversas (0,10% para -0,04%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados nas taxas dos seguintes itens: tarifa de gás encanado (3,91% para -1,10%), salão de beleza (0,52% para 0,17%) e acesso à internet em loja (0,60% para -0,46%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,32% em março, ante 0,35% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 44 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 24 apresentaram taxas abaixo de 0,05%, linha de corte inferior, e 20 registraram variações acima de 0,67%, linha de corte superior. Em março, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 66,86%, ficando 8,28 pontos percentuais acima do registrado em fevereiro, quando o índice foi de 58,58%.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,31% em março, ante 0,09% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de fevereiro para março: Materiais e Equipamentos (0,02% para 0,56%), Serviços (0,61% para 0,49%) e Mão de Obra (0,04% para 0,12%).

(Redação – Investimentos e Notícias)