IGP-DI apresenta alta de 1,79% em setembro

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Destaque IGP-DI apresenta alta de 1,79% em setembro (Foto: Pixabay) IGP-DI apresenta alta de 1,79% em setembro

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi de 1,79% em setembro, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando havia sido de 0,68%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 8,54% no ano e de 10,33% em 12 meses. Em setembro de 2017, o índice havia subido 0,62% e acumulava queda de 1,04% em 12 meses.

Dentre os indicadores, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou de 0,99% em agosto para 2,54% em setembro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais subiu 1,55% em setembro após registrar queda de 0,30% em agosto. O principal responsável por esta alta foi o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -0,42% para 9,46%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,87% em setembro, ante queda de 0,09% em agosto.

A taxa do grupo Bens Intermediários avançou de 0,80% em agosto para 2,92% em setembro. O principal responsável por esta aceleração foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,19% para 9,71%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,74% em setembro, ante 0,91% no mês anterior.

No estágio das Matérias-Primas Brutas a variação foi de 3,25% em setembro. Em agosto, a taxa havia sido de 2,80%. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: soja (em grão) (2,72% para 5,43%), minério de ferro (6,30% para 8,42%) e aves (-0,60% para 3,63%). Em sentido oposto, vale citar leite in natura (6,41% para -1,32%), milho (em grão) (7,82% para 1,74%) e mandioca (aipim) (3,56% para 0,46%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,45% em setembro, ante 0,07% no mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para o avanço da taxa do IPC partiu do grupo Transportes (-0,35% para 1,09%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -1,31% para 4,08%.

Também apresentaram avanço em suas taxas de variação os grupos Vestuário (-0,47% para 0,63%), Educação, Leitura e Recreação (0,15% para 0,59%), Habitação (0,25% para 0,36%), Alimentação (0,06% para 0,16%) e Comunicação (-0,13% para 0,18%). Nessas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos itens roupas (-0,60% para 0,70%), passagem aérea (1,18% para 14,26%), tarifa de eletricidade residencial (-0,75% para 0,64%), hortaliças e legumes (-6,94% para -4,09%) e pacotes de telefonia fixa e internet (-0,63% para 0,75%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,30%) e Despesas Diversas (0,68% para 0,18%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados nos itens medicamentos em geral (0,29% para 0,05%) e cigarros (2,10% para 0,05%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,37% em setembro, ante 0,31% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 42 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 22 apresentaram taxas abaixo de 0,13%, linha de corte inferior, e 20 registraram variações acima de 0,80%, linha de corte superior. Em setembro, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 62,43%, ficando 4,74 pontos percentuais acima do registrado em agosto, quando o índice foi de 57,69%.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,23% em setembro, contra 0,15% no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,44%. No mês anterior, a taxa havia subido 0,33%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,06% em setembro. No mês anterior, este índice não registrou variação.

(Redação – Investimentos e Notícias)