IGP-10 sobe 0,51% em agosto

  •  
IGP-10 sobe 0,51% em agosto (Foto: Pexels) IGP-10 sobe 0,51% em agosto

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 0,51% em agosto, percentual inferior à alta de 0,93% registrada em julho, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 6,61% no ano e de 8,78% em 12 meses. Em agosto de 2017, o índice havia caído 0,17% e acumulava queda de 1,69% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou de 0,99% em julho para 0,64% em agosto. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais caíram em média 0,43% em agosto, após alta de 1,13% em julho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 4,83% para -0,36%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 0,17% em agosto. No mês anterior, a taxa havia subido 1,93%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 1,99% em julho para 1,00% em agosto. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,58% para 0,60%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,05% em agosto, ante 2,40% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas subiu 1,51% em agosto, após queda de 0,42% em julho. Contribuíram para a aceleração do grupo os seguintes itens: soja (em grão) (-3,57% para 3,59%), leite in natura (4,52% para 11,29%) e milho (em grão) (-6,35% para -3,01%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens aves (18,24% para -1,14%), suínos (8,81% para -5,02%) e café (em grão) (-0,03% para -4,43%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,14% em agosto. Em julho, a alta havia sido de 0,78%. Todas as classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (0,51% para -0,37%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item laticínios, que variou 2,11% em agosto, após registrar alta de 7,21% em julho.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (1,63% para 0,82%), Transportes (0,78% para 0,09%), Educação, Leitura e Recreação (0,86% para -0,12%), Comunicação (0,40% para 0,07%), Vestuário (-0,32% para -0,47%), Despesas Diversas (0,14% para 0,09%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,33% para 0,29%). As maiores influências partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (7,60% para 3,57%), gasolina (1,28% para 0,05%), passagem aérea (20,81% para -14,78%), tarifa de telefone móvel (0,80% para 0,24%), roupas (-0,35% para -0,83%), serviço religioso e funerário (0,86% para -0,49%) e medicamentos em geral (0,26% para 0,01%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,46% em agosto, contra 0,92% em julho. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,82%, ante 1,00% no mês anterior. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou alta de 0,15% em agosto. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,86%.

(Redação – Investimentos e Notícias)