IGP-10 registra alta de 1,86% em junho

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Destaque IGP-10 registra alta de 1,86% em junho (Foto: Pexels) IGP-10 registra alta de 1,86% em junho

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 1,86% em junho, percentual superior à alta de 1,11% registrada em maio, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 5,09% no ano e de 6,17% em 12 meses. Em junho de 2017, o índice havia caído 0,62% e acumulava alta de 0,08% em 12 meses. 

Dentre os indicadores, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou de 1,55% em maio para 2,50% em junho. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 1,80% em junho, ante 0,04% em maio. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -6,23% para 3,50%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 0,96% em junho. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,33%.

A taxa do grupo Bens Intermediários avançou de 2,51% em maio para 2,84% em junho. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,71% para 2,18%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou alta de 2,11%. No mês anterior, este índice havia subido 1,35%.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 2,24% em maio para 2,94% em junho. Contribuíram para a aceleração do grupo os seguintes itens: aves (-2,11% para 14,47%), milho (em grão) (2,61% para 6,61%) e cana-de-açúcar (-2,73% para -0,01%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens soja (em grão) (8,27% para 1,23%), leite in natura (5,33% para 4,69%) e cacau (11,26% para 6,46%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,74% em junho. Em maio, a alta havia sido de 0,26%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (0,10% para 0,98%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item hortaliças e legumes, que variou 11,74% em junho, após registrar alta de 4,96%, em maio.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (0,25% para 1,04%), Transportes (0,08% para 0,89%), Vestuário (0,30% para 0,58%), Comunicação (0,14% para 0,22%) e Despesas Diversas (0,04% para 0,11%). As maiores influências partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (1,40% para 5,39%), gasolina (0,34% para 4,48%), calçados (-0,20% para 0,66%), tarifa de telefone residencial (-0,86% para -0,12%) e alimentos para animais domésticos (-0,67% para 0,62%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,08% para 0,55%) e Educação, Leitura e Recreação (0,01% para -0,30%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados nos itens: medicamentos em geral (2,24% para 0,30%) e salas de espetáculo (1,85% para 0,37%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,36% em junho, contra 0,34% em maio. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,33%, ante 0,45% no mês anterior. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou alta de 0,38% em junho. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,26%.

(Redação – Investimentos e Notícias)