ICV do Dieese varia 0,35% em fevereiro

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ICV do Dieese varia 0,35% em fevereiro Foto: Divulgação ICV do Dieese varia 0,35% em fevereiro

Entre janeiro e fevereiro de 2019, a inflação no município de São Paulo, segundo o Índice do Custo de Vida calculado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), foi de 0,35%. No ano, a variação foi de 0,78% e em 12 meses, de março de 2018 a fevereiro de 2019, foi de 3,65%.

As taxas por estrato de renda foram as seguintes: no estrato 1, que engloba as famílias de menor renda, foi observada variação de 0,55%; no estrato 2, de 0,48%; e, no 3, de 0,21%. Nos dois primeiros meses de 2019, o 1º estrato registrou alta de 1,14%; o 2º, de 1,02%; e, o 3º, de 0,56%. De março de 2018 a fevereiro de 2019, as taxas acumuladas foram de 4,52% para o estrato 1; de 4,03% para o estrato 2; e, de 3,23% para o estrato 3.

As variações registradas para os 10 grupos do ICV foram: Alimentação (1,21%); Despesas Diversas (1,00%); Saúde (0,57%); Despesas Pessoais (0,32%); Educação e Leitura (0,13%); Habitação (-0,06%); Vestuário (-0,20%); Recreação (-0,24%); Equipamento Doméstico (-0,33%); e,Transporte (-0,76%).

Os grupos Alimentação (1,21%) e Saúde (0,57%) tiveram impacto de 0,45 ponto percentual (p.p.), resultado que superou a queda constatada nos grupos Habitação (-0,06%) e Transporte (-0,76%), com contribuição conjunta de -0,12 p.p..

Os subgrupos da Alimentação (1,21%)apresentaram as seguintes taxas: 2,71% para os produtos in natura e semielaborados; 0,16% para a alimentação fora do domicílio; e, -0,08% para a indústria da alimentação. A desagregação dos itens que compõem o subgrupo produtos in natura e semielaborados (2,71%) revelou o seguinte comportamento:

Hortaliças (20,26%) –o valor médio subiu para todas as hortaliças pesquisadas, com destaque para escarola (23,92%), alface (22,81%), couve-flor (21,83%), agrião (20,85%) e repolho (20,47%).

Grãos (12,88%) –a alta expressiva do feijão, de 50,60%, superou as quedas nos preços médios do arroz (-0,32%) e dos outros grãos (-5,69%).

Raízes e tubérculos (11,14%) –houve aumento para a maioria das raízes e tubérculos, em especial para a batata (23,75%) e para a beterraba (11,25%).

Legumes (6,66%) –as elevações mais significativas foram verificadas no chuchu (37,39%), na abobrinha (21,91%) e na berinjela (11,53%); apenas a vagem macarrão apresentou diminuição, de -2,12%.

Frutas (1,91%) –manga (12,42%), maçã (7,88%) e mamão (6,91%) tiveram os valores médios aumentados, enquanto abacate (-13,59%), maracujá (-8,13%), abacaxi (-7,67%) e pera (-5,22%) foram as frutas que registraram os recuos mais expressivos.

Leite in natura (0,25%) –os leites tipo A e B subiram 0,16% e 0,68%, respectivamente; o leite tipo C não apresentou variação de valor.

Aves e ovos (-0,37%) –a cotação média das aves apresentou decréscimo de -0,60% e a dos ovos, majoração de 0,82%.

Carnes (-0,67%) –tanto a carne bovina quanto a suína registraram redução nos valores médios, de -0,69% e -0,24%, respectivamente.

Entre janeiro e fevereiro, a alta do subgrupo alimentação fora do domicílio foi de 0,16%, sendo 0,16% para os lanches matinais e vespertinos e 0,15%, para as refeições principais.

Os itens do subgrupo indústria da alimentação (-0,08%) pouco variaram; cabe salientar as taxas de -2,15% para a salsicha e de -2,66%, para o café em pó.

A alta de 0,57% no grupo Saúde foi consequência do reajuste, de 0,83%, ocorrido nos seguros e convênios médicos, item do subgrupo assistência médica (0,67%). A variação do subgrupo medicamentos e produtos farmacêuticos foi de 0,12%.

A queda nos preços médios do grupo Habitação foi de -0,06%. No subgrupo conservação do domicílio foi observado aumento de 0,22%, com 0,51% para os produtos e sem variação nos valores da mão de obra. A taxa do subgrupo locação, impostos e condomínio foi de 0,07%. O subgrupo operação do domicílio apresentou recuo de -0,20% devido à retração média de -3,13% nos preços do gás de botijão nas distribuidoras.

O grupo Transporte variou -0,76%. O reajuste ocorrido em meados de fevereiro em alguns itens do subgrupo transporte coletivo (0,55%), ainda com impacto no mês de março, foi superado pela queda de -1,39% no subgrupo transporte individual, devido aos recuos nos preços médios dos combustíveis (-2,19%): gasolina (-2,64%) e álcool (-1,11%).

Comportamento dos preços em 2019 
Apenas dois dos 10 grupos do ICV registraram taxa superior à do índice geral (0,78%): Educação e Leitura (2,16%) e Alimentação (1,99%). Variações menores ou negativas foram constatadas para: Saúde (0,63%); Despesas Pessoais (0,60%); Recreação (0,24%); Equipamento Doméstico (-0,02%);Despesas Diversas (-0,12%); Habitação (-0,18%); Transporte (-0,57%) e Vestuário (-1,02%).

Nos dois primeiros meses de 2019, o grupo Educação e Leitura acumulou alta de 2,16%. Nos principais itens do subgrupo educação (2,16%) foram verificadas as seguintes variações: 2,61% para os cursos formais; 0,94% para os livros; 0,51% para os artigos de papelaria; e, 0,24% para os cursos diversos. No subgrupo leitura (2,25%), os jornais foram reajustados em 8,19% e as revistas não variaram.

Nos subgrupos do grupo Alimentação (1,99%) foram observadas as seguintes taxas em 2019: 4,01% para os alimentos in natura e semielaborados; 0,54% para a alimentação fora do domicílio; e, 0,33% para a indústria da alimentação.

Comportamento dos preços nos últimos 12 meses
De março de 2018 a fevereiro de 2019, o índice geral acumulou 3,65%. Alimentação (6,07%), Despesas Pessoais (4,04%) e Habitação (3,94%) foram os três grupos do ICV que apresentaram variação acima do índice. Os outros grupos registraram taxas menores ou negativas:Educação e Leitura (3,59%); Transporte (1,79%); Saúde (1,34%); Despesas Diversas (0,76%); Equipamento Doméstico (0,52%); Vestuário (-1,05%); e,Recreação (-1,60%).

Alimentação (6,07%) –o subgrupo indústria da alimentação registrou variação de 2,93%. Nos itens do subgrupo alimentação fora do domicílio (4,73%) foram observadas as seguintes altas: 4,94% para as refeições principais e 4,47% para os lanches matinais e vespertinos. Os principais itens do subgrupo produtos in natura e semielaborados (9,18%) apresentaram o seguinte comportamento: 29,89% para as hortaliças; 28,45% para as raízes e tubérculos; 23,05% para os grãos; 19,09% para as frutas; 8,28% para os legumes; 5,18% para as aves e ovos; 3,43% para o leite in natura; e, 1,17% para as carnes.

Despesas Pessoais (4,04%) –a taxa acumulada do subgrupo higiene e beleza foi de 4,48%, 5,27% para os produtos e 3,60% para os serviços; já o subgrupo fumo e acessórios aumentou 3,71%.

Habitação (3,94%) –as variações dos subgrupos da Habitação foram: 2,42%, para a conservação do domicílio; 2,64%, para a locação, impostos e condomínio; e, 4,95%, para a operação do domicílio. Os reajustes mais expressivos ocorreram para o gás de rua (18,76%) e para a eletricidade (15,26%).

(Redação - Investimentos e Notícias)

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