Faturamento do varejo de materiais de construção cresce no 1T18

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Faturamento do varejo de materiais de construção cresce no 1T18 (Foto: Pexels) Faturamento do varejo de materiais de construção cresce no 1T18

Estudo realizado pelo Departamento de Economia do Sincomavi, a partir de dados fornecidos pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz), mostra que o comércio varejista de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) viu seu faturamento bruto corrente crescer 3,2% no primeiro trimestre de 2018. A comparação é feita contra o mesmo período do ano anterior. Em números arredondados passou-se de R$ 5,26 bilhões para R$ 5,43 bilhões com as receitas de vendas. “Em valores atualizados para março de 2018, este é o melhor resultado para o acumulado dos três primeiros meses de um ano desde 2015”, ressalta o economista Jaime Vasconcellos.

Pela análise regional, isto é, pelas Delegacias Regionais Tributárias (DRTs), observa-se que o maior crescimento ocorre na região de Osasco (+9,6%), seguido pelo ABCD (+3,2%). Por outro lado, a região de Guarulhos possui menor crescimento da receita bruta corrente de vendas do setor avaliado, com +2,0%. No Estado de São Paulo houve aumento de 4,8% nas comparações dos primeiros trimestres de 2018 e 2017.

O Departamento de Economia do Sincomavi retoma sua análise mensal do desempenho do faturamento bruto corrente de vendas do comércio varejista de materiais de construção da RMSP. Com isso, é explicitada a reação das vendas do setor no primeiro trimestre, após significativa retração em 2016 e 2017. “A notícia em si é um alento, influenciada pela inicial etapa de fortalecimento do consumo das famílias e maior confiança dos empresários”, comenta Jaime. Todavia, a receita de vendas é inferior ao período pré-crise, mostrando que ao empresariado ainda é necessário mais tempo para recuperar as vendas perdidas. Neste sentido, precisa-se ir além de inflação e juros mais baixos, é necessária retomada de crédito direcionado à construção civil, redução do desemprego e, principalmente, ambiente econômico e político mais estável, o qual propicie recuperação dos financiamentos de longo prazo às famílias e investimentos em reformas e novas plantas às empresas.

(Redação – Investimentos e Notícias)