Faturamento do setor de serviços volta a crescer em 2017

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Faturamento do setor de serviços volta a crescer em 2017 (Foto: Divulgação) Faturamento do setor de serviços volta a crescer em 2017

Em dezembro de 2017, o faturamento real do setor de serviços na cidade de São Paulo registrou alta de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2016, atingindo R$ 25,3 bilhões. É a maior cifra para o mês desde o início da série histórica da pesquisa, em 2010, segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O resultado apurado em dezembro consolida o processo de recuperação do setor de serviços paulistano após dois anos de desempenhos negativos, quando em 2015 e 2016 o faturamento recuou 2,8% e 3,4%, respectivamente. 

No ano de 2017, as receitas do setor cresceram 6,1%, em termos reais, atingindo R$ 287,7 bilhões, o segundo maior montante anual desde 2010, inferior apenas ao volume de vendas de 2014 (R$ 288,9 bilhões).

Atividades pesquisadas

Das 13 atividades pesquisadas, sete registraram crescimento no faturamento em 2017 na comparação com o ano anterior, com destaques para agenciamento, corretagem e intermediação (21,2%); saúde (18,2%); e serviços bancários, financeiros e securitários (11%), que, juntas, colaboraram com 5,1 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

Por outro lado, as receitas dos serviços de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados e de trabalhos técnico-científicos recuaram 13,6% e 10,3%, respectivamente e, juntos, impactaram negativamente o resultado geral em 0,7 p.p.

De acordo com a assessoria da FecomercioSP, a conjuntura de inflação mais baixa, juros em queda, confiança em recuperação e início de retração da taxa de desemprego - além da injeção de recursos do FGTS de contas inativas - contribuiu para o bom desempenho do setor ao longo do ano.

Para a Federação, mantendo-se as condições atuais, a expectativa é de que setor continue a registrar crescimento em 2018. A Entidade ressalta que o País precisa concretizar as suas reformas estruturais e reduzir o tamanho do Estado para que a economia possa voltar a crescer de forma sustentável, gerando emprego e renda e elevando a capacidade de investir das empresas.

(Redação – Investimentos e Notícias)