Em maio, IBGE prevê alta de 1,8% na safra de grãos

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Em maio, IBGE prevê alta de 1,8% na safra de grãos (Foto: Pexels) Em maio, IBGE prevê alta de 1,8% na safra de grãos

A estimativa de maio de 2020 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas sofreu redução em relação à última estimativa (abril de 2019), mas manteve-se no patamar recorde na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alcançando 245,9 milhões de toneladas. Em relação à safra obtida em 2019 (241,5 milhões de toneladas), a estimativa atual é 1,8% superior (mais 4,4 milhões de toneladas); já em relação ao mês anterior, 0,5% inferior (menos 1,1 milhão de toneladas).

A área a ser colhida foi de 64,6 milhões de hectares, apresentando crescimento de 2,1% frente à área colhida em 2019, aumento de 1,4 milhão de hectares. Em relação ao mês anterior, o crescimento foi de 96,2 mil hectares (0,1%).

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos do grupo, somam 92,2% da estimativa da produção e 87,3% da área a ser colhida. Em relação a 2019, houve acréscimos de 1,7% na área do milho (aumentos de 4,7% na primeira safra de milho e de 0,5% na segunda) e de 2,9% na área da soja, mas declínios de 2,0% na área de arroz e de 0,2% na área do algodão herbáceo. Na produção, estimam-se altas de 5,2% para a soja, de 5,3% para o arroz e de 0,1% para o algodão herbáceo, e redução de 3,8% para o milho (mais 2,2% na primeira safra e menos 5,9% na segunda). 

Para a soja, foi obtida uma estimativa de produção de 119,4 milhões de toneladas; para o milho, de 96,7 milhões de toneladas (26,6 milhões de toneladas na 1ª safra e 70,2 milhões de toneladas na 2ª safra); para o arroz, de 10,8 milhões de toneladas e, para o algodão, de 6,9 milhões de toneladas.

Em relação ao mês anterior, houve crescimentos nas estimativas da produção da castanha-de-caju (16,1% ou 20,9 mil toneladas), do trigo (10,1% ou 628,0 mil toneladas), da aveia (4,3% ou 42,1 mil toneladas), do feijão 1ª safra (4,2% ou 56,7 mil toneladas), da cevada (3,6% ou 15,0 mil toneladas), do algodão herbáceo (2,2% ou 146,4 mil toneladas), do arroz (1,7% ou 181,3 mil toneladas), do café arábica (0,5% ou 12,3 mil toneladas), e declínios nas estimativas de produção do feijão 2ª safra (6,4% ou 73,7 mil toneladas), do café canephora (3,9% ou 36,4 mil toneladas), da batata 3ª safra (3,0% ou 28,4 mil toneladas), da batata 2ª safra (2,0% ou 23,0 mil toneladas), da batata 1ª safra (1,8% ou 30,9 mil toneladas), da soja (1,4% ou 1,7 milhão de toneladas), do milho 2ª safra (0,6% ou 398,5 mil toneladas) e do milho 1ª safra (0,0% ou 3,8 mil toneladas).

O Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,6%, seguido pelo Paraná (16,4%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,3%), Mato Grosso do Sul (8,0%) e Minas Gerais (6,1%), que, somados, representaram 80,2% do total nacional. As variações positivas nas estimativas da produção ocorreram no Mato Grosso (1,3 milhão de toneladas), em Minas Gerais (334,5 mil toneladas), no Ceará (291,2 mil toneladas), na Bahia (199,4 mil toneladas), no Rio Grande do Norte (11,7 mil toneladas) e no Amapá (3,5 mil toneladas). As variações negativas ocorreram no Rio Grande do Sul (1,8 milhão de toneladas), no Paraná (menos 972,8 mil toneladas), em Goiás (menos 283,5 mil toneladas), no Mato Grosso do Sul (menos 245,3 mil toneladas), em Pernambuco (26,6 mil toneladas), na Paraíba (15,3 mil toneladas), em Alagoas (586 toneladas), no Acre (387 toneladas), no Espírito Santo (248 toneladas) e no Rio de Janeiro (42 toneladas).

Entre as regiões, o Centro-Oeste tem 47,2% (116,0 milhões de toneladas); o Sul, 29,8% (73,4 milhões de toneladas); o Sudeste, 9,9% (24,4 milhões de toneladas); o Nordeste, 8,8% (21,5 milhões de toneladas) e o Norte, 4,3% (10,5 milhões de toneladas). Apresentaram aumento na produção: Centro-Oeste (4,0%), Norte (7,0%), Nordeste (12,2%) e Sudeste (2,9%). Apenas o Sul apresentou declínio (4,9%).

(Redação – Investimentos e Notícias)