Em abril, IBGE prevê alta de 2,3% na safra de 2020

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Em abril, IBGE prevê alta de 2,3% na safra de 2020 (Foto: Pexels) Em abril, IBGE prevê alta de 2,3% na safra de 2020

Em abril, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2020 foi estimada em 247,0 milhões de toneladas, 2,3% acima da safra de 2019 (mais 5,5 milhões de toneladas) e 0,8% superior ao mês anterior (mais 1,9 milhão de toneladas), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a área a ser colhida é de 64,5 milhões de hectares, 2,0% acima da de 2019 (mais 1,3 milhão de ha) e 0,2% maior que a estimativa anterior (mais 152,1 mil ha).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo e, somados, representaram 92,6% da estimativa da produção e responderam por 87,4% da área a ser colhida. Em relação a 2019, houve acréscimos de 1,7% na área do milho (aumentos de 4,1% no milho de primeira safra e de 0,4% no milho de segunda safra), de 2,5% na área da soja e de 0,9% para a área do algodão herbáceo, além de queda de 1,9% na área de arroz.

A estimativa é de acréscimos de 6,7% para a soja (121,0 milhões de toneladas) e de 3,5% para o arroz (10,6 milhões de toneladas). São esperados decréscimos de 3,4% para o milho (crescimento de 2,2% no milho de primeira safra e decréscimo de 5,4% no milho de segunda safra), com produção de 97,1 milhões de toneladas (26,6 milhões de toneladas de milho na primeira safra e 70,6 milhões de toneladas de milho na segunda safra) e declínio de 2,0% para o algodão herbáceo (6,8 milhões de toneladas).

A distribuição da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a seguinte: Centro-Oeste (115,2 milhões de toneladas), Sul (76,1 milhões de toneladas), Sudeste (24,1 milhões de toneladas), Nordeste (21,1 milhões de toneladas) e Norte (10,5 milhões de toneladas). Isso representa aumento em quase todas as regiões: Centro-Oeste (3,3%), Região Norte (7,0%), Região Nordeste (1,5%) e Região Sudeste (1,4%). A Região Sul declinou 1,4%.

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 27,9%, seguido pelo Paraná (16,7%), Rio Grande do Sul (11,4%), Goiás (10,4%), Mato Grosso do Sul (8,0%) e Minas Gerais (6,0%), que, somados, representaram 80,4% do total nacional. Com relação à participação das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (46,6%), Sul (30,8%), Sudeste (9,8%), Nordeste (8,5%) e Norte (4,3%).

Destaques na estimativa de abril de 2020 em relação a março

Em abril, destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção em relação a março: trigo (27,7%), da cevada (11,3%), da aveia (6,0%), do tomate (2,3%), do sorgo (2,1%), do feijão 1ª safra (1,6%) e da soja (0,3%). Houve declínios na produção do feijão 2ª safra (-7,7%), da mandioca (-1,8%) e do milho 2ª safra (-0,2%).

Em números absolutos, os destaques foram para as variações do trigo (1,4 milhão de toneladas), soja (324,0 mil toneladas), milho de 2ª safra (-114,8 mil toneladas), tomate (88,1 mil toneladas), sorgo (56,5 mil toneladas), aveia (54,8 mil toneladas), cevada (42,6 mil toneladas), feijão de 1ª safra (21,2 mil toneladas), feijão 2ª safra (-96,8 mil toneladas) e mandioca (-346,5 mil toneladas).

(Redação – Investimentos e Notícias)