Déficit em transações correntes totalizou US$7,9 bilhões

  •  
Déficit em transações correntes totalizou US$7,9 bilhões (Foto: Pexels) Déficit em transações correntes totalizou US$7,9 bilhões

Em outubro de 2019, o déficit em transações correntes totalizou US$7,9 bilhões, ante déficit de US$2,0 bilhões em outubro de 2018 (valor revisado), segundo dados do Banco Central (BC). O incremento no déficit decorreu, fundamentalmente, da redução no saldo positivo da balança comercial de bens, de US$5,3 bilhões para US$490 milhões. O déficit em transações correntes somou US$54,8 bilhões (3,00% do PIB) nos 12 meses encerrados em outubro, ante déficit de US$48,9 bilhões (2,67% do PIB) no período equivalente, até setembro (valor revisado). A seção 3 apresenta os detalhes da revisão de lucros de investimento direto.

As exportações de bens totalizaram US$18,3 bilhões em outubro de 2019, recuo de 16,5% ante o mês correspondente de 2018. Na mesma base de comparação, as importações de bens aumentaram 7,5%, para US$17,8 bilhões. Não houve registro de operações relativas ao Repetro nem em outubro de 2018, nem em outubro de 2019. No acumulado do ano, as exportações reduziram 6,7%, enquanto as importações aumentaram 0,7%, resultando em superávit comercial de US$29,1 bilhões, abaixo dos US$43,5 bilhões observados em período correspondente de 2018.

O déficit na conta de serviços atingiu US$3,6 bilhões no mês, 7,8% superior ao resultado de outubro de 2018, déficit de US$3,3 bilhões. Destaquem-se os aumentos nas despesas líquidas de transportes, de US$500 milhões para US$618 milhões, e de telecomunicação, computação e informações, de US$191 milhões para US$288 milhões. Apesar do aumento do déficit em serviços no mês, o acumulado em 2019, até outubro, situou-se em patamar semelhante ao observado em período equivalente do ano anterior.

No mês de outubro, o déficit em renda primária atingiu US$4,9 bilhões, comparativamente a déficit de US$4,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior (valor revisado). A elevação decorreu, principalmente, do aumento das despesas líquidas de juros, de US$1,6 bilhão para US$2,2 bilhões, na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o déficit em renda primária totalizou US$46,4 bilhões, equivalente aos US$46,2 bilhões registrados em período correspondente de 2018 (valor revisado).

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$6,8 bilhões no mês, resultado de ingressos líquidos de US$5,3 bilhões em participação no capital e ingressos líquidos de US$1,5 bilhão em operações intercompanhia. No acumulado do ano, os ingressos líquidos de IDP somaram US$62,1 bilhões, superiores aos US$60,8 bilhões observados no mesmo período de 2018 (valor revisado). No acumulado em 12 meses até outubro, os ingressos líquidos de IDP totalizaram US$79,5 bilhões, equivalentes a 4,35% do PIB (US$81,1 bilhão e 4,43% do PIB no acumulado em 12 meses até setembro). 

Em outubro, houve saídas líquidas de US$4,0 bilhões em instrumentos de portfólio negociados no mercado doméstico, dos quais US$1,2 bilhão em ações e fundos de investimento e US$2,8 bilhões em títulos de dívida. No ano, até outubro, as saídas líquidas de US$1,4 bilhão em instrumentos negociados no mercado doméstico, compostas por saídas líquidas de US$3,3 bilhões em ações e fundos de investimento, e entradas líquidas de US$1,8 bilhão em títulos de dívida. 

Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$369,8 bilhões em outubro de 2019. A redução de US$6,6 bilhões nesse estoque, relativamente à posição de setembro, decorreu principalmente da liquidação de US$8,7 bilhões de vendas no mercado à vista. A variação por paridades contribuiu para ampliar o estoque de reservas em US$1,2 bilhão, enquanto a receita de juros adicionou US$617 milhões.

(Redação – Investimentos e Notícias)