Déficit em transações correntes totalizou US$2,2 bi em novembro

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Déficit em transações correntes totalizou US$2,2 bi em novembro (Foto: Pexels) Déficit em transações correntes totalizou US$2,2 bi em novembro

Em novembro de 2019, o déficit em transações correntes totalizou US$2,2 bilhões, ante déficit de US$3,1 bilhões em novembro de 2018, segundo dados do Banco Central (BC). A redução no déficit decorreu, fundamentalmente, de menores despesas líquidas de serviços e de renda primária. O déficit em transações correntes somou US$51,2 bilhões (2,78% do PIB) nos 12 meses encerrados em novembro, ante déficit de US$52,1 bilhões (2,83% do PIB) no período equivalente, até outubro.

As exportações de bens totalizaram US$17,6 bilhões em novembro de 2019, recuo de 15,9% ante o mês correspondente de 2018. Na mesma base de comparação, as importações de bens reduziram 14,5%, para US$14,9 bilhões. No mês, não houve operações relativas ao Repetro, enquanto em novembro de 2018 foram estimadas exportações de US$1,6 bilhão e importações de US$2,2 bilhões. Já consideradas as revisões das exportações realizadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, exportações e importações, reduziram-se 6,3% e 0,9%, no acumulado do ano, na ordem, gerando superávit comercial de US$34,6 bilhões, abaixo dos US$47,1 bilhões observados em período correspondente de 2018.

O déficit na conta de serviços atingiu US$2,1 bilhões no mês, 28,4% inferior ao resultado de novembro de 2018, déficit de US$2,9 bilhões. A redução nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, de US$1,5 bilhão para US$695 milhões, foi determinante para essa evolução. Destaque-se ainda a redução nas despesas em viagens, de US$1,4 bilhão para US$1,2 bilhão. Com a redução do déficit em serviços no mês, o acumulado em 2019 até novembro, situou-se em US$31,6 bilhões, em patamar inferior ao observado em período equivalente do ano anterior.

No mês de outubro, o déficit em renda primária atingiu US$2,9 bilhões, comparativamente a déficit de US$3,9 bilhões no mesmo mês do ano anterior. A redução decorreu, principalmente, do recuo nas despesas líquidas de lucros e dividendos, de US$2,8 bilhões para US$1,8 bilhão, na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o déficit em renda primária totalizou US$49,3 bilhões, inferior aos US$50,1 bilhões registrados em período correspondente de 2018.

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$7,0 bilhões no mês, resultado de ingressos líquidos de US$5,5 bilhões em participação no capital e de US$1,5 bilhão em operações intercompanhia. No acumulado do ano, os ingressos líquidos de IDP somaram US$69,1 bilhões, ante US$69,9 bilhões observados no mesmo período de 2018. No acumulado em 12 meses até novembro, os ingressos líquidos de IDP totalizaram US$77,4 bilhões, equivalentes a 4,21% do PIB (US$79,5 bilhões e 4,32% do PIB no acumulado em 12 meses até outubro). 

Em novembro, houve saídas líquidas de US$1,5 bilhão em instrumentos de portfólio negociados no mercado doméstico, resultado do ingresso líquido de US$705 milhões em ações e fundos de investimento, e saídas líquidas de US$2,2 bilhões em títulos de dívida. No ano, até novembro, ocorreram saídas líquidas de US$3,0 bilhões em instrumentos negociados no mercado doméstico, compostas por saídas líquidas de US$2,5 bilhões em ações e fundos de investimento, e de US$423 milhões em títulos de dívida. 

Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$366,4 bilhões em novembro de 2019. A redução de US$3,5 bilhões nesse estoque, relativamente à posição de outubro, decorreu principalmente da liquidação de US$4,5 bilhões de vendas no mercado à vista e do retorno líquido de US$1,6 bilhão em operações de linha com recompra. As variações por paridades e por preços contribuíram para reduzir o estoque de reservas em US$1,2 bilhão, enquanto a receita de juros adicionou US$585 milhões ao estoque.

(Redação – Investimentos e Notícias)