Custo de vida sobe 3,89% em 2018, aponta Dieese

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Custo de vida sobe 3,89% em 2018, aponta Dieese Foto: Divulgação

O Índice do Custo de Vida –ICV calculado pelo DIEESE –Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos –registrou variação acumulada de 3,89% em 2018, 1,45 ponto percentual (p.p.) superior à de 2017, que foi 2,44%. As taxas por estrato de renda apresentaram o seguinte comportamento: para as famílias pertencentes ao estrato 1, que possuem as rendas mais baixas, foi verificada taxa de 3,87%; para as do estrato 2, a variação foi de 3,79%; e, para as do estrato 3, a taxa ficou em 3,91%.

 

Entre os 10 grupos que compõem o ICV, cinco tiveram variações superiores à inflação de 3,89%, entre janeiro e dezembro de 2018. São eles: Transporte (6,05%), Despesas Diversas (5,21%),Educação e Leitura (5,03%), Habitação (4,10%) e Alimentação (3,95%). Nos outros grupos foram observadas taxas menores ou negativas: Despesas Pessoais (3,64%), Saúde (1,98%), Equipamento Doméstico (0,74%),Recreação (-0,39%) e Vestuário (-1,59%).

- Transporte (6,05%) –os reajustes para os subgrupos transporte individual e transporte coletivo foram de 6,46% e 5,15%, respectivamente. O aumento mais expressivo ocorreu para a gasolina, de 12,51%.

- Despesas Diversas (5,21%) –entre janeiro e dezembro de 2018, os gastos médios com animais domésticos tiveram elevação de 5,52% e com comunicação, de 3,47%.

- Educação e Leitura (5,03%) –no subgrupo educação (4,61%), as taxas acumuladas foram de 5,39% para os cursos formais; 4,03% para os diversos; 1,60% para os artigos de papelaria; e -3,57% para os livros. No subgrupo leitura (12,99%), o reajuste para os jornais foi de 7,80% e para as revistas, de 14,61%.

- Habitação (4,10%) –as variações acumuladas dos subgrupos da Habitação foram: 2,67% para conservação do domicílio; 2,97% para locação, impostos e condomínio; e 5,01% para operação do domicílio. O destaque ficou para a alta de 13,63% nas contas de luz.

- Alimentação (3,95%) –A taxa acumulada do subgrupo alimentação fora do domicílio foi de 4,80%: 4,90% para as refeições principais e 4,67% para os lanches matinais e vespertinos. O subgrupo produtos in natura e semielaborados acumulou alta de 4,83%. As taxas dos itens desse subgrupo foram as seguintes: legumes, 20,86%; raízes e tubérculos, 16,22%; frutas, 15,59%; hortaliças, 6,34%; aves e ovos, 2,35%; grãos, 1,42%; leite in natura, 1,36%; e carnes, -0,09%. Os produtos do subgrupo indústria da alimentação (2,21%) tiveram, em média, taxas mais baixas.

(Redação - Investimentos e Notícias)