Custo de Vida do Dieese tem alta de 1,64% em abril

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Custo de Vida do Dieese tem alta de 1,64% em abril Foto: Divulgação Custo de Vida do Dieese tem alta de 1,64% em abril

De março a abril de 2019, a inflação no município de São Paulo, segundo o Índice do Custo de Vida, calculado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), foi de 0,32%. No primeiro quadrimestre, a variação foi de 1,64%e em 12 meses, de maio de 2018 a abril de 2019, foi de 4,47%.

As taxas por estrato de renda foram as seguintes: no 1º estrato, que engloba as famílias de menor renda, foi observada variação de 0,28%; no 2º estrato, de 0,29%; e, no 3º, de 0,33%. Em 2019, no estrato 1 foi anotada alta de 2,01%; no 2, de 1,92%; e, no 3, de 1,38%. As taxas acumuladas entre maio de 2018 e abril de 2019, foram de 5,33% para o 1º estrato; de 4,94% para o 2º estrato; e, de 3,98% para o 3º estrato.

As seguintes taxas foram observadas nos 10 grupos do ICV: Transporte (0,84%); Vestuário (0,71%); Saúde (0,68%); Habitação (0,20%); Alimentação (0,18%); Educação e Leitura (0,03%); Recreação (-0,03%); Despesas Pessoais (-0,13%); Despesas Diversas (-0,34%); e,Equipamento Doméstico (-0,43%).

Transporte (0,84%), Saúde (0,68%) e Alimentação (0,18%) foram os grupos que apresentaram as maiores taxas em abril, com impacto conjunto de 0,27 ponto percentual (p.p.).

Os reajustes no preço médio da gasolina (3,06%), item componente do subgrupo transporte individual (1,24%), foram os que mais contribuíram para a taxa de 0,84% do grupo Transporte.Não houve variação nos valores dos itens do subgrupo transporte coletivo.

A taxa da assistência médica (0,03%), subgrupo do grupo Saúde (0,68%), ficou praticamente estável. O reajuste médio de 3,74% dos medicamentos determinou a taxa do grupo.

Nos subgrupos da Alimentação (0,18%)foram constatadas as seguintes variações: -0,16% para os produtos in natura e semielaborados; 0,11% para a indústria da alimentação; e, 0,93% para a alimentação fora do domicílio.

A desagregação dos itens que compõem o subgrupo produtos in natura e semielaborados (-0,16%) revelou o seguinte comportamento:

Legumes (7,67%) –as altas nos preços do tomate (21,75%) e do pimentão (13,34%) superaram as quedas ocorridas na maioria dos legumes, como o chuchu (-26,28%) e a abobrinha (-12,23%).

Raízes e tubérculos (2,92%) –enquanto cebola (10,63%), mandioca (3,61%), alho (3,24%) e batata (1,90%) registraram aumento de preço; mandioquinha (-2,35%), cenoura (-7,41%) e beterraba (-7,75%) apresentaram queda em seus valores.

Aves e ovos (1,11%) –os reajustes nos preços das aves e dos ovos foram respectivamente, 1,16% e 0,89%. Carnes (-0,07%) –o recuo no preço do corte bovino foi de -0,08%; já a carne suína apresentou alta de 0,20%.

Leite in natura (-0,19%) –os leites tipo A e C aumentaram 0,52% e 0,33%, respectivamente; o preço médio do leite tipo B caiu -1,13%.

Frutas (-1,50%) –as retrações mais expressivas foram da laranja (-2,76%) e do mamão (-6,81%).

Grãos (-2,34%) –a queda de -8,28% no preço médio do feijão foi maior que as altas anotadas no arroz (1,38%) e nos outros grãos (0,34%).

Hortaliças (-5,49%) –praticamente todas as hortaliças tiveram seus preços reduzidos, com maior destaque para a alface (-9,30%); exceção feita ao repolho (6,49%) e ao cheiro verde e temperos (3,05%).

Os itens do subgrupo indústria da alimentação (0,11%) que registraram as variações mais significativas foram: leite em pó (2,17%); carnes industrializadas (1,03%); refrigerantes (0,69%); e, açúcar (-2,77%).

A taxa do subgrupo alimentação fora do domicílio subiu 0,93%, entre março e abril; sendo 1,09% para os lanches matinais e vespertinos e 0,80%, para as refeições principais.

Comportamento dos preços em 2019
O índice geral foi de 1,64%,nos quatro primeiros meses de 2019. Dentre os 10 grupos do ICV, dois registraram taxas acima do índice: Alimentação (3,56%) e Educação e Leitura (1,99%). Nos outros grupos foram observadas variações menores ou negativas: Transporte (1,52%); Saúde (1,18%); Recreação (0,84%); Habitação (0,08%); Despesas Pessoais (-0,19%); Despesas Diversas (-0,36%);Vestuário (-0,58%) e Equipamento Doméstico (-1,08%).

A taxa acumulada do grupo Alimentação foi de 3,56%. A maior variação ocorreu para o subgrupo alimentos in natura e semielaborados, 6,69%, com destaque para os itens: raízes e tubérculos (42,92%); hortaliças (28,85%); legumes (20,68%); grãos (19,80%); frutas (5,84%); aves e ovos (2,68%); leite in natura(0,16%); e, carnes (-0,13%). Para os outros subgrupos as taxas foram de 2,32%, para alimentação fora do domicílio e de 0,24%, para a indústria da alimentação.

No primeiro quadrimestre de 2019, a alta do grupo Educação e Leitura foi de 1,99%. As variações para os principais itens do subgrupo educação (1,98%) foram: 2,66%, para os cursos formais; 1,24%, para os artigos de papelaria; 0,31%, para os cursos diversos; e, -4,33%, para os livros. No subgrupo leitura (2,25%), os jornais foram reajustados em 8,19% e as revistas não variaram

Comportamento dos preços nos últimos 12 meses
De maio de 2018 a abril de 2019, o índice geral acumulou 4,47%. De todos os grupos pertencentes ao ICV, somente no da Alimentação foi verificada taxa acima do índice,7,50%.Habitação (4,10%); Transporte (3,86%); Educação e Leitura (3,36%); Despesas Pessoais (3,12%); Despesas Diversas (1,52%); Saúde (1,83%); Vestuário (0,37%); Equipamento Doméstico (0,29%); e,Recreação (-0,10%) registraram taxas menores ou negativas.

A variação acumulada de 7,50%do grupo Alimentação foi definida, principalmente, pelo subgrupo dos alimentos in natura e semielaborados, que aumentou 11,57%. O comportamento dos principais itens foi: 44,12% para as raízes e tubérculos; 30,22% para os legumes; 27,28% para os grãos; 18,50% para as hortaliças; 15,25% para as frutas; 11,34% para as aves e ovos; 3,46% para as carnes; e, 3,26% para o leite in natura.

As taxas acumuladas dos itens do subgrupo alimentação fora do domicílio (5,45%) foram de 5,98% para as refeições principais e de 4,78% para os lanches matinais e vespertinos. O subgrupo indústria da alimentação registrou alta acumulada de 3,57%.

(Redação - Investimentos e Notícias)