Crédito ampliado alcançou R$ 10 tri em outubro

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Crédito ampliado alcançou R$ 10 tri em outubro (Foto:Divulgação) Crédito ampliado alcançou R$ 10 tri em outubro

Em outubro, o crédito ampliado alcançou R$ 10 trilhões (140,8% do PIB), redução de 0,6% no mês, refletindo principalmente a retração na dívida externa (-2,8%), em função do impacto da apreciação cambial de 3,8%, segundo dados do Banco Central (BC). Quanto aos demais componentes, no mês, ocorreu aumento de 0,3% nos empréstimos e financiamentos e redução de 0,3% nos títulos de dívida (principalmente em títulos públicos). Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 10,2%, destacando-se os títulos de dívida (+13,6%), seguido da dívida externa (+10,1%) e dos empréstimos e financiamentos (+6,4%). 

O crédito ampliado a empresas e famílias totalizou R$5,6 trilhões (78,6% do PIB), variações de -0,4% no mês e de 10,6% em doze meses. No mês, houve expansão do saldo dos títulos privados (1,5%, refletindo o desempenho das debêntures) e dos empréstimos e financiamentos (0,4%), contrabalançados pela redução de 3% na dívida externa, decorrente da variação cambial. 

Operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN)

O saldo das operações de crédito do SFN totalizou R$3,4 trilhões em outubro (aumento de 0,3% no mês), acompanhando crescimento na carteira de pessoas físicas (1,1%, saldo de R$2 trilhões). Na carteira de empresas, ocorreu queda de 0,8% no mês (saldo de R$1,4 trilhão), considerados os efeitos de amortizações sazonais em modalidades com recursos livres e da apreciação cambial. Na comparação interanual, o crescimento da carteira total ampliou-se de 5,8% para 6,3%, mantendo a expansão de 11,3% no crédito às famílias, com o crédito às empresas atingindo a estabilidade. 

A carteira livre de pessoas físicas totalizou R$1,1 trilhão, expansão de 1,4% no mês e de 16,2% em doze meses, com destaque para o crédito pessoal – consignado e não consignado, veículos e cartão à vista. O crédito livre para pessoas jurídicas somou R$842 bilhões, variações de -0,7% no mês e de 9,9% em doze meses, sobressaindo-se as reduções em desconto de duplicatas e recebíveis e antecipação de faturas de cartão, por efeito sazonal, e a diminuição em adiantamentos sobre contratos de câmbio, além do efeito da apreciação cambial em modalidades como repasses externos.

Em relação ao crédito direcionado, as operações com pessoas físicas atingiram R$887 bilhões, crescimento de 0,8% no mês e de 6% em doze meses), com aumentos dos saldos do crédito rural e imobiliário. A carteira de pessoas jurídicas prossegue em tendência de retração, com reduções de 0,9% e 11,6% nos mesmos períodos, totalizando R$578 bilhões em outubro.

As concessões totais de crédito somaram R$370 bilhões em outubro, crescendo 1,2% no mês, com dois dias úteis a mais que setembro. Considerada a série dessazonalizada, houve declínio de 2% (-2,7% em pessoas jurídicas e -0,4% em pessoas físicas). No período de doze meses, as concessões aumentaram 12,7%, sendo 14,4% em pessoas físicas e 10,5% em pessoas jurídicas. 

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), referente ao custo médio de toda a carteira do SFN, manteve-se praticamente estável no mês, situando-se em 21,1% a.a. e apresentando variações de -0,1 p.p. no mês e de 0,2 p.p. em doze meses. No crédito livre não rotativo, o ICC manteve sua trajetória declinante, com reduções de 0,2 p.p. e de 1,5 p.p. nos mesmos períodos, para 28% a.a. O spread geral do ICC atingiu 15 p.p. em outubro, registrando ligeira variação de 0,1 p.p. no mês. 

A taxa média de juros das operações contratadas em outubro atingiu 23,9% a.a., com diminuição de 0,6 p.p. tanto no mês quanto em doze meses. O spread geral das taxas de juros das concessões situou-se em 19,2 p.p., com declínio de 0,2 p.p. mês. 

No crédito livre, a taxa média de juros das contratações alcançou 35,9% a.a., o que representou reduções de 1 p.p. no mês e de 2,1 p.p. na comparação interanual. Nas operações com famílias, a queda alcançou 1,6 p.p. em outubro, para 49,7% a.a., destacando-se a redução em crédito pessoal não consignado (-13,8 p.p.). No crédito às empresas, a taxa média atingiu 17,6% a.a. (-0,2 p.p. mês). 

Excluindo-se as operações rotativas, a taxa de juros do crédito livre situou-se em 26% a.a., também com reduções nos períodos comparativos: 1,2 p.p. no mês e 3,6 p.p. na comparação interanual. 

Agregados monetários

A base monetária totalizou R$292,3 bilhões em outubro, com aumentos de 4% no mês e de 1,9% em doze meses. No mês, houve crescimentos de 26% nas reservas bancárias e de 0,6% no papel-moeda emitido. Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se os impactos expansionistas das operações com títulos públicos federais (R$51,8 bilhões, com resgates líquidos de R$49,9 bilhões no mercado primário e compras líquidas de R$1,9 bilhão no mercado secundário), e dos depósitos de instituições financeiras (R$2,4 bilhões), que refletem as variações nos saldos de recolhimentos compulsórios. Em contrapartida, as operações do setor externo promoveram contração de R$36,3 bilhões, ao refletirem, especialmente, as vendas à vista de moedas estrangeiras, conjugadas com recompra a termo, e os ajustes nas operações com derivativos, de R$7,7 bilhões. 

Os meios de pagamento restritos (M1) atingiram R$377,2 bilhões em outubro, com redução de 1,4% no mês, decorrente da queda de 2,9% nos depósitos à vista. Considerando-se dados dessazonalizados, o M1 cresceu 0,5% em outubro. O M2 atingiu R$3 trilhões, com variação de 0,3% no mês, com acréscimos de 0,7% no saldo dos títulos emitidos por instituições financeiras (R$1,8 trilhão) e de 0,3% nos depósitos de poupança (R$824,2 bilhões). No mês, ocorreram resgates líquidos de R$350 milhões nos depósitos a prazo e de R$247 milhões na poupança. O M3 elevou-se 0,4% no mês, situando-se em R$6,7 trilhões, acompanhando a expansão de 0,8% nas quotas de fundos do mercado monetário, saldo de R$3,5 trilhões. O M4 aumentou 0,3% no mês e 7,5% na comparação interanual, totalizando R$7,1 trilhões em outubro.

(Redação – Investimentos e Notícias)