Confiança do Empresário da Construção recua em fevereiro

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Confiança do Empresário da Construção recua em fevereiro (Foto: Pixabay) Confiança do Empresário da Construção recua em fevereiro

O setor da indústria da construção desaqueceu em janeiro, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os resultados da pesquisa da Sondagem mostram diminuição nos níveis de atividade, emprego e aumento da ociosidade. Tradicionalmente, há sazonalidade no setor no início ano, no sentido em que os níveis de atividade e emprego caem. Entretanto, o nível de atividade em relação ao usual aumentou em 2 pontos, sugerindo que, apesar da sazonalidade, o nível de atividade foi um pouco superior ao esperado para o período.

Tanto o índice de nível de atividade quanto o índice de número de empregados apresentaram leve piora em janeiro comparado a dezembro. A atividade diminuiu em 0,4 ponto e o número de empregados 0,3 ponto. 

Ao se manter abaixo da linha divisória, os índices apontam que o nível de atividade e o número de empregados da indústria da construção permaneceram em queda em janeiro em relação ao mês anterior. O indicador de atividade registrou 44 pontos, 1,6 ponto abaixo do registrado em janeiro de 2018. Já o índice de número de empregados encontra-se em 42,5 pontos, 1,4 ponto abaixo do registrado há um ano.

Tradicionalmente, há sazonalidade no setor de construção no fim e início de ano, no sentido em que os níveis de atividade e emprego caem.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) foi de 55% em janeiro, 2 pontos percentuais abaixo do registrado em dezembro. A UCO média desde janeiro de 2015 é de 57%, 12 pontos percentuais abaixo da média registrada no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2014, que é de 69%. As empresas de pequeno porte não apresentaram alteração na UCO, mas as de médio e grande porte reduziram em 1 e 3 pontos percentuais, respectivamente, o uso da capacidade operacional, contribuindo para a queda da UCO.

Por outro lado, o indicador de nível de atividade em relação ao usual aumentou 2 pontos em janeiro comparado a dezembro, registrando 38,7 pontos. O indicador se aproximou da linha divisória de 50 pontos, mostrando que o nível de atividade está mais próximo do usual para o mês. As empresas de pequeno porte foram as únicas que apresentaram queda no nível da atividade, de 1,8 ponto na comparação mensal. Já as empresas de médio e grande porte registraram aumentos de 1,7 e 3,4 pontos, respectivamente, na mesma base de comparação.

Todos os indicadores de expectativas apresentaram queda de janeiro para fevereiro, entretanto, estão acima da linha de 50 pontos e mostram expectativa de crescimento em relação ao futuro. Desde novembro do ano passado, as expectativas revelavam um sentimento mais otimista da indústria da construção.

Os indicadores de nível de atividade e compras de insumos e matérias primas recuaram 1,8 ponto, marcando 56,6 e 54,7 pontos, respectivamente. A expectativa em relação ao número de empregados atingiu 54,5 pontos, queda de 1,6 ponto em relação a janeiro.

Por fim, o indicador de novos empreendimentos e serviços foi o que apresentou a maior queda, 2,4 pontos, registrando 55,7 pontos em fevereiro.

Apesar da queda generalizada dos indicadores, todos eles permanecem acima do registrado há 12 meses.

O índice de intenção de investimento (compras de máquinas e equipamentos, pesquisa e desenvolvimento, inovação de produto ou processo) caiu 2 pontos em fevereiro, após dois aumentos consecutivos. Mesmo com a queda, o indicador atinge 36 pontos, o maior valor para o mês em 5 anos, sendo semelhante ao nível de fevereiro de 2015, quando chegou a 35,9 pontos.

O índice varia de zero a cem pontos e quanto maior o valor, maior a disposição para fazer investimentos. O indicador encontra-se 3,9 pontos acima do valor registrado em fevereiro do ano anterior, mas está 2,3 pontos acima da média histórica de 33,7 pontos.

O índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) registrou 63,3 pontos em fevereiro, 0,4 ponto a menos do que o registrado em janeiro. Apesar da queda, o nível de confiança do empresário da construção permanece 10,1 pontos acima da média histórica.

Entre os componentes do ICEI, o indicador de Condições da Economia Brasileira foi o que mais cresceu, em 2,2 pontos. O índice de Condições da Empresa cresceu 1,2 ponto e o de Condições Atuais, 1,4 ponto. Entretanto, todos os indicadores de expectativas recuaram e o de expectativa em relação a economia brasileira foi o que apresentou a maior queda, de 1,5 ponto.

Por fim, os resultados sugerem que os empresários do setor afirmam que as condições estão melhores em relação ao passado, mas as expectativas em relação ao futuro caíram em fevereiro, comparado a janeiro.

(Redação – Investimentos e Notícias)