Confiança do empresário da construção cresce em novembro

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Confiança do empresário da construção cresce em novembro (Foto: Pexels) Confiança do empresário da construção cresce em novembro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou que o nível de atividade da indústria da construção ainda não apresenta resultados robustos de melhora. Por outro lado, os indicadores de expectativas mostram um otimismo expressivo dos empresários do setor.

O índice de nível de atividade indica melhora em relação ao mês passado, com um acréscimo de 2 pontos, aproximando-se da linha divisória de 50 pontos. O indicador de atividade registrou 47,7 pontos, 0,8 ponto acima do registrado em outubro de 2017. Já o índice de número de empregados manteve-se praticamente constante, com uma diminuição de 0,2 pontos. O índice foi a 44,9 pontos, 1,8 ponto acima do observado no mesmo período de 2017.

Ao se manterem abaixo da linha divisória, os índices apontam que o nível de atividade e o número de empregados da indústria da construção permaneceram em queda em outubro.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) foi 59% em outubro, mesmo valor registrado em outubro do ano passado e 2 pontos percentuais abaixo do registrado em setembro. As empresas de pequeno porte são as que operam com capacidade mais baixa, 54%, já as de grande porte operam acima da média, com 61% de capacidade, mas ainda sim com ociosidade.

Comparado a setembro, o indicador de nível de atividade em relação ao usual reduziu 1,2 ponto em outubro, registrando 35,5 pontos. O indicador se distanciou da linha divisória de 50 pontos, mostrando que o nível de atividade está abaixo do usual para o mês.

As empresas de grande porte e as do setor de Construção de edifícios apresentaram as maiores quedas do nível de atividade em relação ao usual: 1,7 e 2,1 pontos, respectivamente, na comparação com setembro. Empresas do setor Serviços especializados para a construção tiveram leve melhora, aumentando 1,1 ponto, respectivamente, em relação a setembro.

Todos os indicadores de expectativas estão acima da linha de 50 pontos e passaram a mostrar crescimento em relação ao futuro. Desde agosto deste ano, as expectativas revelavam um sentimento menos favorável da indústria da construção, que foi revertido com os resultados de outubro.

Os indicadores de novos empreendimentos e compras de insumo e matérias primas foram os que mais cresceram, 4,5 e 3,9 pontos respectivamente, na comparação mensal. As expectativas quanto ao nível de atividade e número de empregados aumentaram 3,7 e 3,8, respectivamente, na mesma base de comparação.

Em novembro do ano passado, alguns indicadores estavam abaixo da linha divisória de 50 pontos, mostrando que este ano o setor está mais otimista em relação ao futuro.

O índice de intenção de investimento (compras de máquinas e equipamentos, pesquisa e desenvolvimento, inovação de produto ou processo) registrou 32,5 pontos em novembro, mesmo valor registrado no mês passado. O índice varia de zero a cem pontos e quanto maior o valor, maior a disposição para fazer investimentos.

O indicador encontra-se 1,8 pontos acima do valor registrado em novembro do ano anterior, mas está 1,1 ponto abaixo da média histórica de 33,6 pontos.

O índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) registrou 60,7 pontos em novembro, 8,6 pontos acima do registrado em outubro e o maior valor desde maio de 2012. O nível de confiança registra 7,8 pontos a mais que sua média histórica, de 52,9 pontos. O ICEI varia de 0 a 100 pontos e a linha divisória de 50 pontos separa confiança de falta de confiança. Quanto maior o índice, maior a confiança.

O ICEI cresceu tanto pelo aumento do otimismo dos empresários como pela melhora da avaliação das condições correntes de negócio. O indicador de Condições Atuais avançou 6 pontos frente a outubro e ficou em 49,5 pontos. O índice ainda mostra percepção de piora das condições de negócios, pois permanece abaixo dos 50 pontos, mas é menos intensa e disseminada.

Por fim, o indicador de Expectativa passou de 56,7 pontos em outubro para 66,5 pontos em novembro, um aumento de 9,8 pontos.

(Redação - Investimentos e Notícias)