Confiança do consumidor recuou 1,4 ponto em fevereiro

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Destaque Confiança do consumidor recuou 1,4 ponto em fevereiro (Foto: Divulgação) Confiança do consumidor recuou 1,4 ponto em fevereiro

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,4 ponto em fevereiro, ao passar de 88,8 para 87,4 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice avançou 6,7 pontos. 

“A confiança dos consumidores em fevereiro acomodou-se em nível próximo a novembro passado, influenciada por uma menor satisfação com relação à situação econômica e perspectivas menos otimistas para os próximos meses. Ainda que as expectativas de inflação se mantenham estáveis e de juros ainda seja de queda, consumidores estão menos otimistas em relação ao emprego nos próximos meses e mais cautelosos em relação a novas compras.”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Em fevereiro, tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as expectativas em relação aos próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,4 ponto, para 75,2 pontos, interrompendo a trajetória de seis altas consecutivas. O Índice de Expectativas (IE) caiu pelo segundo mês consecutivo, variando -1,1 ponto, ao passar de 97,6 para 96,5 pontos.

Dentre os quesitos que integram o ICC, a avaliação dos consumidores com relação à situação econômica no momento foi o que mais contribuiu para a queda da confiança em fevereiro. Apesar da queda de 2,7 pontos no indicador que mede o grau de satisfação com a economia no momento, o resultado sugere uma acomodação considerando uma devolução do mês anterior, retornando ao nível de dezembro de 2017 (82,7). 

Já o indicador das perspectivas para a situação econômica nos seis meses seguintes recuou pelo segundo mês consecutivo atingindo 114,1 pontos. 

Em relação às finanças familiares, somente as perspectivas futuras permaneceram favoráveis. O indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação financeira no momento recuou 0,6 ponto, para 68,2 pontos, e o indicador que mede o otimismo em relação às finanças pessoais nos próximos meses teve alta de 1,9 ponto, o maior desde outubro de 2014 (96,9). 

Entretanto, mesmo com perspectivas melhores para a situação financeira, os consumidores se revelaram menos propensos a gastar, com queda de 3,6 pontos no indicador que mede a disposição para compras de bens duráveis nos próximos meses.

O comportamento da confiança é bastante heterogêneo entre as quatro faixas de renda pesquisadas. Houve aumento da confiança das famílias com renda até R$ 2.100,00 e das famílias com renda acima de R$ 9.600,00, enquanto para as demais, a confiança registrou queda. A maior variação do índice ocorreu nas famílias com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00, devido à deterioração das avaliações da situação atual.

(Redação – Investimentos e Notícias)