O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, disse nesta segunda-feira que deseja iniciar uma “nova fase” nas relações com a China, depois de se reunir com o presidente Xi Jinping durante a primeira viagem de Lee a Pequim desde que assumiu o cargo em junho.
“Esta reunião será uma oportunidade importante para fazer de 2026 o primeiro ano de restauração em grande escala das relações entre a Coreia e a China”, disse Lee. “Acredito que os esforços para desenvolver a cooperação estratégica e a parceria entre os dois países em uma tendência irreversível dos tempos continuarão.”
Foi o segundo encontro de Lee com Xi em apenas dois meses, um sinal do grande interesse de Pequim em impulsionar a colaboração econômica e o turismo com Seul, uma vez que as relações da China com a outra grande economia do nordeste asiático, o Japão, atingiram o ponto mais baixo em anos devido a uma disputa em relação a Taiwan.
Em comentários relatados pela agência de notícias oficial da China, a Xinhua, Xi fez uma referência direta incomum à experiência compartilhada por chineses e coreanos de resistir ao Japão durante a Segunda Guerra Mundial.
“Há mais de 80 anos, a China e a Coreia do Sul fizeram enormes sacrifícios nacionais e conquistaram a vitória contra o militarismo japonês”, disse Xi a Lee.
Os dois países devem “proteger a paz e a estabilidade no nordeste da Ásia”, acrescentou Xi.
A Coreia do Sul e a China “afirmaram a importância de retomar o diálogo com a Coreia do Norte e concordaram em continuar explorando maneiras criativas de reduzir as tensões e construir a paz na Península Coreana”, disse Wi Sung-lac, assessor de segurança de Lee, em uma coletiva de imprensa após a reunião de Lee com Xi.
Lee, eleito em uma eleição antecipada em junho, prometeu fortalecer os laços com os Estados Unidos sem antagonizar a China, ao mesmo tempo em que busca reduzir as tensões com o Norte.
Pequim, por sua vez, vem buscando laços mais fortes com Seul desde o rompimento com o Japão. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu em novembro que Tóquio poderia tomar medidas militares se Pequim atacar Taiwan.
(Com Reuters)