Confiança do Consumidor avança em dezembro

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Confiança do Consumidor avança em dezembro (Foto: Pexels) Confiança do Consumidor avança em dezembro

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas avançou 0,6 ponto em dezembro, para 93,8 pontos, o maior nível desde abril de 2014 (96,0 pontos). Nos últimos três meses, o índice acumulou alta de 11,7 pontos, fechando o ano 5,7 pontos acima do mesmo período do ano anterior.

“O ano de 2018 foi difícil para os consumidores, mas fecha com uma sequência de resultados positivos que sinalizam uma recuperação da confiança. Após três meses de altas, o consumidor percebe uma melhora da situação atual, com inflação em queda, taxas de juros estáveis, maior acesso ao crédito e maior oferta de emprego. O endividamento das famílias mantém-se elevado e, talvez por isso, neste mês, os consumidores tenham reavaliado o ganho expressivo das expectativas observado nos meses anteriores. Aparentemente, aguarda-se 2019 para voltarem a consumir com mais ímpeto”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor.

A alta do ICC em dezembro foi determinada pela melhora das avaliações sobre a situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 2,4 pontos, para 77,0 pontos, maior nível desde maio de 2018 (77,2). Já as expectativas, após atingir o máximo histórico no mês anterior, acomodaram, com uma suave queda. O Índice de Expectativas (IE) caiu 0,8 ponto, passando de 106,4 para 105,6 pontos.

Entre os quesitos que integram o ICC, o quesito que mede o grau de satisfação com a situação econômica no momento foi o que mais contribuiu para o resultado positivo no mês. O indicador avançou 2,8 pontos, ao passar de 81,1 para 83,9 pontos, o maior nível dede março passado (84,4). Já o indicador que mede o otimismo dos consumidores com relação à situação financeira da família nos meses seguintes recuou 2,8 dos 15,2 pontos acumulados no bimestre outubro-novembro. Esse foi um dos principais fatores a conter um avanço mais expressivo da confiança no mês.

Na análise por faixas de renda, houve queda, em termos absolutos, da diferença em pontos entre novembro e dezembro. Nos últimos três meses, a maior contribuição positiva veio das famílias com renda familiar mensal até R$ 2.100, acumulando alta de 16,3 pontos.

(Redação – Investimentos e Notícias)