Confiança do Comércio sobe 0,2 ponto em fevereiro

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Confiança do Comércio sobe 0,2 ponto em fevereiro (Foto: Pexels) Confiança do Comércio sobe 0,2 ponto em fevereiro

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) acomodou ao variar 0,2 ponto em fevereiro, passando de 90,8 para 91,0 pontos, interrompendo a sequência de quatro quedas consecutivas, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 0,8 ponto, mantendo a tendência de queda pelo quarto mês seguido.

“Depois de quedas consecutivas, a confiança do comércio acomodou em fevereiro. Ainda é preciso cautela na análise do resultado, pois os empresários do setor avaliam piora no ritmo de vendas pelo quinto mês seguido. Por outro lado, há uma melhora nas expectativas, mas que podem ser interpretados como redução do pessimismo dado que o índice ainda está abaixo do nível neutro de 100 pontos. O cenário nesse início do ano não é muito animador para o setor, mas expectativas sobre novos programas de auxílio do governo, avanço da vacinação e melhora na confiança do consumidor podem contribuir para recuperação das vendas ao longo do ano “, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio do FGV IBRE.

Em fevereiro, a confiança subiu em três dos seis principais segmentos do Comércio e foi influenciada totalmente pela melhora das expectativas. O Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 3,8 pontos para 95,9 pontos, maior valor desde fevereiro do ano passado, último mês antes da pandemia. Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 3,5 pontos, para 86,5 pontos, menor nível desde junho de 2020 (82,0 pontos).

Indicador de Desconforto

Após um período de forte recuperação no 3° trimestre de 2020, o ISA-COM em médias móveis trimestrais vêm diminuindo desde o final do ano passado. Por outro lado, o Indicador de Desconforto (composto pela média de algumas parcelas padronizadas da pergunta sobre limitação a melhoria dos negócios: demanda insuficiente, acesso ao crédito bancário, custo financeiro e outros) vinha num ritmo de recuperação, mas em fevereiro parece começar a perder força. Os principais limitadores continuam sendo a fraca demanda e questões relacionadas à pandemia.

(Redação- Investimentos e Notícias)