Confiança do Comércio recua em setembro

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Destaque Confiança do Comércio recua em setembro (Foto: Pexels) Confiança do Comércio recua em setembro

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas caiu 1,2 ponto em setembro, ao passar de 89,9 para 88,7 pontos, o menor valor desde agosto de 2017 (84,4). Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou pelo quinto mês consecutivo (-0,3 ponto). 

“A nova queda da confiança do Comércio em setembro parece refletir a incerteza em relação ao ritmo esperado para a economia nos últimos meses do ano. O Índice de Expectativas voltou a cair depois de esboçar uma melhora no mês anterior, sugerindo que os empresários ainda estão preocupados e incertos com o rumo da economia. Já o índice que mede as percepções sobre a situação atual, ficou estável após quatro meses em queda, confirmando o ritmo vagaroso da recuperação do setor”, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE. 

A queda da confiança em setembro ocorreu em 9 dos 13 segmentos pesquisados. O Índice de Expectativas (IE-COM) caiu -2,4 pontos, para 92,2 pontos, influenciado pela piora do indicador de tendência dos negócios nos seis meses seguintes, que recuou 4,8 pontos, para 91,2 pontos. 

Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) ficou estável em 85,7 pontos, após quatro quedas consecutivas. Entre seus componentes, o indicador de percepção dos empresários com o volume da demanda no momento recuou 0,4 ponto, para 85,5 pontos e o indicador de situação atual dos negócios subiu 0,4 ponto, atingindo 86,3 pontos. 

Trimestre 

Com os resultados de setembro, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) fechou o trimestre em queda. Considerando média dos três meses em cada trimestre e comparando com o trimestre imediatamente anterior, essa foi a segunda queda consecutiva do ICOM, algo que não ocorria desde o final de 2015. Vale ressaltar que o recuo nos últimos dois trimestres teve influência da greve dos caminhoneiros, mas os últimos resultados sugerem que os empresários ainda não se recuperaram do baque e se tornaram menos confiantes na retomada do ritmo de crescimento vigente até a virada do ano. 

(Redação – Investimentos e Notícias)