Confiança de serviços avança em agosto, mostra FGV

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Destaque Confiança de serviços avança em agosto, mostra FGV (Foto: Pexels) Confiança de serviços avança em agosto, mostra FGV

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 1,5 ponto em agosto, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Após duas altas consecutivas, o índice atingiu 89,0 pontos, maior nível desde abril deste ano. Em médias móveis trimestrais, também observa-se uma reação positiva no indicador, que há quatro meses se mantinha em queda.

“O novo aumento da confiança dos serviços em agosto sugere que a fase de queda deste indicador, observada desde o início do segundo trimestre, pode estar chegando ao fim, reforçando que talvez o momento seja de estabilização da curva de confiança do setor. As avaliações sobre a situação corrente dos negócios apontam para uma estabilidade, enquanto as expectativas apresentam, pela primeira vez em cinco meses, um avanço na margem em agosto. Com isso, permanece a sinalização de uma recuperação moderada na atividade para os próximos meses.” analisa Silvio Sales, consultor da FGV IBRE.

Houve alta da confiança em 11 das 13 principais atividades pesquisadas. O componente expectativas é o responsável pela alta da confiança em agosto, uma vez que a avaliação sobre a situação atual permaneceu estável este mês. O Índice de Expectativas (IE-S) avançou 2,9 pontos, para 91,5 pontos, após cinco meses de quedas sucessivas, voltando ao patamar de maio deste ano. Já o Índice da Situação Atual (ISA-S) se manteve estável em agosto, em 86,7 pontos. 

A maior contribuição para a alta do IE-S este mês veio do indicador que mede a Demanda para os próximos três meses, ao variar 3,5 pontos, para 91,4 pontos, após ter registrado queda em julho. Dentre os quesitos que compõem o ISA-S, houve alta de 0,9 ponto do indicador que mede o Volume de Demanda atual e queda de 0,9 do que avalia a Situação atual dos negócios.

Por fim, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços caiu 1,0 ponto percentual (p.p.) em agosto, para 80,7%, chegando ao menor nível da série histórica. 

(Redação – Investimentos e Notícias)