Confiança de Serviços avança e atinge maior nível desde abril de 2014, diz FGV

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Confiança de Serviços avança e atinge maior nível desde abril de 2014, diz FGV Foto: Divulgação Confiança de Serviços avança e atinge maior nível desde abril de 2014, diz FGV

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 1,3 ponto em dezembro, para 94,7 pontos, o maior nível desde abril de 2014 (95,9 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 2,4 pontos, sustentando o sinal positivo pelo quinto mês consecutivo.

“A alta da confiança do setor de Serviços neste último trimestre de 2018 é disseminada pela maioria das atividades pesquisadas e está ancorada nas expectativas mais favoráveis quanto aos próximos meses. A percepção das empresas em relação às condições correntes dos negócios também melhorou nesse período, mas de modo bem mais discreto, corroborando a leitura de uma recuperação gradual das atividades do setor. A visão mais otimista das empresas se reflete no maior ímpeto de contratação para os próximos meses, o que poderá contribuir para uma aceleração da melhora do mercado de trabalho, dada a importância dos serviços como geradores de emprego. Os meses iniciais do próximo ano, à medida que forem anunciadas as ações do novo governo, serão determinantes para garantir a sustentabilidade dessa tendência recente da confiança”, analisa Silvio Sales, consultor da FGV IBRE.

Em dezembro, a confiança avançou em 10 das 13 principais atividades pesquisadas, impulsionada, mais uma vez, pela melhora das expectativas das empresas em relação aos próximos meses. O Índice de Expectativas avançou 2,0 pontos, para 101,4 pontos. Após mais de cinco anos, este índice volta a se situar acima dos cem pontos, sinalizando um retorno do otimismo no meio empresarial do setor de Serviços. Destaca-se neste mês a alta de 3,9 pontos, para 100,8 pontos, do indicador que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes.

O Índice da Situação Atual (ISA-S) subiu 0,5 ponto, para 88,2 pontos, sustentado pelo avanço do quesito que mede o grau de satisfação com o volume de demanda atual, que avançou 1,1 ponto, para 89,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços subiu 0,3 ponto percentual, para 82,3 %, revertendo a queda do mês anterior (-0,2 ponto percentual). Em média móvel trimestral, o indicador mantém variação positiva há quatro meses.

Índice de Desconforto é o menor em quatro anos

A Sondagem de Serviços contempla pergunta sobre fatores que vêm pressionando o ritmo corrente de produção. O “Índice de Desconforto ” é uma agregação de três fatores que afetam negativamente o desempenho setorial. No gráfico abaixo, o “Índice de Desconforto” tem mostrado claramente uma tendência de queda nos últimos meses, tendo chegado aos 55,5 pontos em dezembro, o menor nível desde dezembro de 2014 (51,2 pontos). O nível deste índice ainda se situa acima do período pré-crise, mas a sua trajetória sugere que as empresas já percebem alívio em relação aos fatores que vinham restringindo a melhora das condições para a realização de negócios no país.

(Redação - Investimentos e Notícias)