Confiança da Construção recua em agosto

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Confiança da Construção recua em agosto (Foto: Pixabay) Confiança da Construção recua em agosto

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, caiu 1,6 ponto em agosto, atingindo 79,4 pontos. O resultado reverteu a alta de 1,7 ponto de julho. Em médias móveis trimestrais, o índice variou -1,0 ponto.

“Em apenas três meses, o Índice de Expectativas retrocedeu ao patamar de agosto do ano passado. O resultado sugere uma piora mais definitiva no cenário de retomada vislumbrado anteriormente pelas empresas da construção. Embora, a percepção em relação aos negócios no momento corrente tenha melhorado nos últimos 12 meses, uma reversão desse movimento ainda deixaria a atividade em níveis historicamente muito baixos”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

A queda do ICST em agosto foi exclusivamente influenciada pela piora das expectativas referentes aos negócios no curto prazo: o Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 3,5 pontos, atingindo 87,5 pontos, o menor nível desde julho do ano passado (85,0 pontos). A queda do IE-CST foi influenciada pelos dois quesitos que o compõem: o indicador demanda prevista caiu 3,2 pontos e o indicador tendência dos negócios, 3,7 pontos. 

O Índice de Situação Atual (ISA-CST) variou 0,3 ponto em agosto, para 71,7 pontos, registrando a terceira alta seguida. A alta do ISA-CST foi influenciada pela ligeira melhora da percepção atual dos negócios, que subiu 0,6 ponto.

O quesito que mede a percepção atual sobre a carteira de contratos se manteve estável em agosto.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor caiu 0,5% ponto percentual para 65,0%. Tanto o NUCI para Mão de Obra quanto para Máquinas e Equipamentos tiveram variações negativas, -0,6 e -0,7 ponto percentual, respectivamente.

A queda expressiva do indicador de demanda prevista em agosto a afetou a confiança empresarial. O movimento foi determinado, especialmente, pelas empresas de Edificações, que vinham registrando percepção mais favorável em relação ao quesito. A percepção se alterou: o indicador que avalia demanda prevista para os próximos três meses recuou 4,1 pontos para as empresas de Edificações, resultado superior ao observado para o setor da Construção (-3,2 pontos).

“É possível que a mudança esteja relacionada ao aumento das incertezas dos últimos meses, mas não permite ainda apontar uma reversão da melhora do mercado registrada desde o ano passado”, comentou Ana.

(Redação – Investimentos e Notícias)