Como calcular IOF vira pauta importante neste começo de ano

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Destaque Como calcular IOF vira pauta importante neste começo de ano Foto: divulgação Como calcular IOF vira pauta importante neste começo de ano

As primeiras semanas do ano foram marcadas pela divulgação de uma série de notícias e informações sobre as decisões do novo governo e de sua equipe. O mercado financeiro foi diretamente influenciado, tanto pelas altas seguidas do Ibovespa, quanto pela especulação sobre a alteração do IOF.

Essa especulação sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras aconteceu após o presidente do país, Jair Bolsonaro, declarar, na primeira semana de 2019, que haveria um aumento do imposto.

Porém, rapidamente, a informação foi corrigida pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Segundo Onyx, o aumento do IOF chegou a ser cogitado, entretanto a equipe responsável pela economia do novo governo, chefiada por Paulo Guedes, conseguiu encontrar uma alternativa para a captação de recursos sem que seja necessário aumentar o imposto.

Dessa forma, mesmo sem mais indícios que possam levar a crer no aumento do IOF por enquanto, ainda há uma preocupação de investidores, afinal, este aumento influencia diretamente a rentabilidade dos investimentos.

Essa preocupação faz com que as pessoas vejam a necessidade de entender melhor como calcular o IOF, para que seja possível analisar e prever como será o cenário de investimento caso aconteça alguma decisão sobre o aumento.

Para entender como funciona o cálculo do IOF, investidores precisam saber que o imposto serve como um regulador da economia brasileira. A Receita Federal usa o imposto recolhido sobre as operações financeiras para saber como está o movimento de oferta e demanda de crédito do Brasil.

A boa notícia é que o cálculo do IOF pode ser feito de uma maneira bem simples. Interessados em descobrir qual o valor do imposto que deve ser pago, devem saber o tipo de operação financeira que estão realizando e a porcentagem da alíquota que é cobrada.

Como o IOF não é aplicado apenas para investimentos, o cálculo deve ser feito de acordo com a operação financeira, de acordo com o seguinte padrão de porcentagem:

- Compras internacionais pelo cartão: 6,38%.

- Rotativo do cartão de crédito, cheque especial e empréstimo consignado: 0,38% + 0,0082% ao dia, limitado a 3%.

- Seguro de vida e acidentes pessoais: 0,38%.

- Demais modalidades de seguro: 7,38%.

- Recursos do exterior para o Brasil: 0,38%.

- Recursos do Brasil para o exterior: 1,1% (mesma titularidade) ou 0,38% (titularidades diferentes)

- Compra de moeda estrangeira: 1,1%.

Quando se trata de investimentos, os mais afetados pelo pagamento desse imposto são os títulos de renda fixa. A cobrança do IOF nesse caso é regressiva, de uma forma que quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor é a tarifa.

Antes de conferir a porcentagem que deve ser aplicada sobre o investimento, é preciso saber que a alíquota deve ser aplicada sobre o valor do rendimento e não sobre o valor do investimento.

Além disso, alguns investimentos como as LCIs e LCAs e a poupança são isentos do pagamento do IOF.

Sabendo disso, segue a tabela com a porcentagem que deve ser aplicada toda vez que investidores resgatam um investimento de renda fixa antes de 30 dias:

Tabela de IOF para investimentos
Dias %
1 96
2 93
3 90
4 86
5 83
6 80
7 76
8 73
9 70
10 66
11 63
12 60
13 56
14 53
15 50
16 46
17 46
18 40
19 36
20 33
21 30
22 26
23 23
24 20
25 16
26 13
27 10
28 6
29 3
30 0

Sabendo esses detalhes, é possível realizar uma projeção sobre o valor que deverá ser pago. Tanto para investidores, quanto para pessoas que realizam compra em sites estrangeiros ou pegam empréstimos, as próximas definições do Governo, podem influenciar o IOF que deve ser pago e na rentabilidade dessas operações financeiras.