BC mantém taxa Selic em 2,00% ao ano

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BC mantém taxa Selic em 2,00% ao ano Foto: Divulgação

O Banco Central anunciou hoje, 16, que o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 2,00% a.a.

Em sua 233ª reunião, o Comitê de Política Monetária do BC atribuiu a decisão ao cenário externo, a retomada da atividade nas principais economias, embora haja desigualdade entre setores, e a volatilidade dos ativos financeiros.

Em relação à atividade econômica brasileira, o Copom indicou que há uma recuperação parcial, similar à que ocorre em outras economias. Os setores mais diretamente afetados pelo distanciamento social permanecem deprimidos, apesar da recomposição da renda gerada pelos programas de governo.

Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais.

O Comitê avalia que a inflação deve se elevar no curto prazo. Contribuem para esse movimento a alta temporária nos preços dos alimentos e a normalização parcial do preço de alguns serviços em um contexto de recuperação dos índices de mobilidade e do nível de atividade.

As diversas medidas de inflação subjacente permanecem abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação.

Segundo o BC, as expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 1,9%, 3,0% e 3,5%, respectivamente.

No cenário com taxa de juros constante a 2,00% a.a. e taxa de câmbio constante a R$5,30/US$*, as projeções de inflação situam-se em torno de 2,1% para 2020, 3,0% para 2021 e 3,8% para 2022.

Por fim, as diversas questões envolvendo política fiscal, reformas e demais assuntos da economia poderão mudar a trajetória e elevar os prêmios de risco.

O Copom informou ainda, que não pretende reduzir o grau de estímulo monetário, a menos que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estejam suficientemente próximas da meta de inflação.

(Redação - Investimentos e Notícias)