BC indica que selic não deve cair mais neste governo, avalia FecomercioSP

  •  
Para a Entidade, instituição optou pela manutenção da taxa sem correr grandes riscos momentâneos Foto: Divulgação Para a Entidade, instituição optou pela manutenção da taxa sem correr grandes riscos momentâneos

O Banco Central (BC) manteve, mais uma vez, a Selic em 6,5% ao ano (a.a), confirmando que um novo ciclo de queda não deve ocorrer no curto prazo, conforme já projetado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). As expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018 subiram de 3% para 4%, devido à paralisação dos caminhoneiros, que fez com que os preços dos alimentos disparassem em junho.


Apesar dessa alta no custo de vida, a assessoria econômica da Federação entende que não há motivos para considerar que o país pode ter entrado em um ciclo inflacionário. Esse período de alta é reflexo de um choque de oferta que perdurou por um curto período.

De acordo com a Entidade, a alta da inflação em junho e o ciclo de quedas na Selic, desde 2016, podem ser argumentos para o BC explicar a manutenção da taxa, que chegou a ser superior a 14% a.a, há dois anos. Além disso, apesar de a inflação estar dentro da meta, o câmbio está pressionado e as incertezas tornam os mercados mais cautelosos. Manter a taxa de juros no atual índice foi a medida adotada para reduzir riscos.

A assessoria econômica da FecomercioSP chama a atenção também para a fraca atividade econômica, que ajuda a manter os juros mais baixos no país. No entanto, a conjuntura internacional deve ser acompanhada de perto já que espera-se um ciclo de elevação nas taxas de juros na Europa, que já acontece nos Estados Unidos, e também a alta do dólar, que aumenta as chances de a inflação subir.

A FecomercioSP, que sempre apoiou o processo de queda dos juros, considera que um novo ciclo de redução da Selic só poderá ocorrer em um próximo governo, desde que ele se comprometa com reformas estruturais para que o Brasil se torne atraente e seguro para os investidores.

(Redação - Investimentos e Notícias)