Balança registra déficit de US$ -1,15 bi

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Balança registra déficit de US$ -1,15 bi (Foto: Pexels) Balança registra déficit de US$ -1,15 bi

A balança comercial registrou déficit de US$ -1,15 bilhões na primeira semana de fevereiro e a corrente de comércio aumentou 5,9%, alcançando US$ 8,49 bilhões, segundo dados do Ministério da Economia. As exportações caíram -15,3% e somaram US$ 3,67 bilhões. As importações cresceram 30,9% e totalizaram US$ 4,82 bilhões.

No acumulado Janeiro até 1º Semana de Fevereiro/2021, em comparação a Janeiro/Fevereiro 2020, as exportações caíram -1,7% e somaram US$ 18,48 bilhões. As importações cresceram 12,8% e totalizaram US$ 20,75 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou déficit de US$ -2,28 bilhões e a corrente de comércio registrou aumento de 5,5%, atingindo US$ 39,23 bilhões.

Exportações

Até a 1º Semana de Fevereiro/2021, o desempenho dos setores foi o seguinte: queda de -59,7% em Agropecuária, que somou US$ 0,29 bilhões; crescimento de 5,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,21 bilhões e, por fim, queda de -11,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 2,15 bilhões. A combinação destes resultados levou a queda do total das exportações.

A retração das exportações foi puxada, principalmente, pela queda nas vendas dos seguintes produtos: Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-13,4%), Café não torrado (-39,5%) e Soja (-100,0%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (-83,6%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (-77,8%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-33,5%) na Indústria Extrativa ; Celulose (-34,3%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-54,2%) e Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (-35,7%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de queda, os seguintes produtos registraram aumento nas vendas: Trigo e centeio, não moídos (338,3%), Milho não moído, exceto milho doce (217,0%) e Algodão em bruto (25,2%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto ( 6,4%), Minério de ferro e seus concentrados (49,6%) e Minérios de cobre e seus concentrados (141,5%) na Indústria Extrativa ; Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (83,6%), Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (125,9%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (75,5%) na Indústria de Transformação.

Importações

Até a 1º Semana de Fevereiro/2021, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -1,9% em Agropecuária, que somou US$ 0,09 bilhões; queda de -17,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,17 bilhões e, por fim, crescimento de 34,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,54 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce (154,9%), Cacau em bruto ou torrado (183,7%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais ( 9,5%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (34,3%), Outros minerais em bruto ( 7,4%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado ( 18,9%) na Indústria Extrativa ; Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (92,2%), Alumínio (175,8%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (79.847,7%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-26,2%), Trigo e centeio, não moídos (-9,5%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-32,4%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados (-32,9%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( -4,4%) e Gás natural, liquefeito ou não (-67,3%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-51,2%), Instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes (-95,0%) e Torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes (-72,5%) na Indústria de Transformação.

(Redação – Investimentos e Notícias)