Balança comercial registrou déficit de US$ 0,80 bilhões na 3ª semana de dezembro

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Balança comercial registrou déficit de US$ 0,80 bilhões na 3ª semana de dezembro Foto: Divulgação Balança comercial registrou déficit de US$ 0,80 bilhões na 3ª semana de dezembro

Na 4ª Semana de dezembro de 2020, comparado a Dezembro/2019, as exportações caíram -2,8% e somaram US$ 15,42 bilhões. As importações cresceram 50,7% e totalizaram US$ 16,22 bilhões. Assim, a balança comercial registrou déficit de US$ -0,80 bilhões, com queda de -115,7%, e a corrente de comércio aumentou 18,8%, alcançando US$ 31,63 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

No acumulado Janeiro até 4º Semana de Dezembro/2020, em comparação a Janeiro/Dezembro 2019, as exportações caíram -5,9% e somaram US$ 206,97 bilhões. As importações caíram -9,5% e totalizaram US$ 156,74 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 50,24 bilhões, com crescimento de 7,1%, e a corrente de comércio registrou queda de -7,5%, atingindo US$ 363,71 bilhões.

Exportações

Até a 4º Semana de dezembro, o desempenho dos setores foi o seguinte: queda de -19,1% em Agropecuária, que somou US$ 2,07 bilhões; queda de -10,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 3,83 bilhões e, por fim, crescimento de 5,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 9,45 bilhões. A combinação destes resultados levou a queda do total das exportações.

A retração das exportações foi puxada, principalmente, pela queda nas vendas dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (-34,2%), Arroz com casca, paddy ou em bruto ( -99,5%) e Soja (-91,0%) na Agropecuária; Minérios de alumínio e seus concentrados (-47,6%), Minérios de metais preciosos e seus concentrados (-45,2%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-62,8%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (-14,1%), Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (-17,4%) e Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (-20,0%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de queda, os seguintes produtos registraram aumento nas vendas: Milho não moído, exceto milho doce ( 27,4%), Café não torrado ( 40,7%) e Algodão em bruto ( 19,9%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 87,3%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 91,7%) e Minérios de níquel e seus concentrados (63.498.335%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (116,6%), Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas ( 42,9%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) ( 61,5%) na Indústria de Transformação.

Importações

Até a 4º Semana de dezembro, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -3,9% em Agropecuária, que somou US$ 0,35 bilhões; queda de -60,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,34 bilhões e, por fim, crescimento de 62,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,42 bilhões. A combinação destes resultados motivou ao aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Arroz com casca, paddy ou em bruto (1.281,2%), Cacau em bruto ou torrado (240.952,6%) e Soja ( 612,6%) na Agropecuária; Pirites de ferro não torrados ( 175,4%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 42,6%) e Minérios de alumínio e seus concentrados ( 21,7%) na Indústria Extrativa ; Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários ( 65,9%), Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (155,4%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (13.724,1%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-47,5%), Cevada, não moída (-74,4%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-41,3%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-46,4%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-89,0%) e Gás natural, liquefeito ou não (-28,9%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-20,4%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-95,4%) e Veículos automóveis de passageiros (-63,1%) na Indústria de Transformação.

(Redação - Investimentos e Notícias)