Atividade de serviços cresce em janeiro

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Atividade de serviços cresce em janeiro (Foto: Pexels) Atividade de serviços cresce em janeiro

O setor brasileiro de serviços começou 2020 com uma expansão mais forte na produção, melhorando a tendência observada no último trimestre de 2019, segundo dados do Instituto Markit Economics. Outras medidas-chave de desempenho econômico, tais como nível de empregos e volume de novos pedidos, também indicaram melhores condições de um modo geral, ao mesmo tempo em que o sentimento de negócios permaneceu elevado. A taxa de inflação de custo de insumos ficou quase inalterada em relação ao recorde de alta de quatorze meses registrado em dezembro, mas houve um aumento mais brando nos preços de venda.

O Índice de Atividade de Negócios do setor de Serviços - IHS Markit, sazonalmente ajustado, subiu de 51,0 em dezembro para 52,7 em janeiro, indicando a expansão mais rápida do volume de produção na atual sequência de sete meses de crescimento. Os entrevistados associaram frequentemente a recuperação à melhoria da demanda por seus serviços. A atividade de negócios cresceu em todas as categorias monitoradas, com exceção de uma contração observada na de Transporte e Armazenamento.

Os dados de janeiro indicaram influxos mais elevados de novos negócios recebidos pelos provedores brasileiros de serviços, com a taxa de aumento atingindo um recorde de alta de dez meses e permanecendo acima da sua média de longo prazo. Dos quatro subsetores onde se observou um crescimento nas vendas, o de Finanças e Seguros teve o melhor desempenho.

Ao mesmo tempo, a quantidade de novos negócios provenientes do exterior diminuiu, após um crescimento renovado em dezembro. Porém, a taxa de contração foi moderada no contexto dos dados históricos.

O nível de empregos no setor de serviços do Brasil cresceu pelo sexto mês consecutivo no início de 2020 e com o segundo ritmo mais rápido durante este período, atrás do de outubro do ano passado.

Segundo as evidências, o recrutamento de pessoal resultou de uma atividade de negócios mais elevada, reestruturações internas, um ambiente favorável de demanda e previsões otimistas de crescimento.

De fato, as empresas de serviços se mostraram bastante otimistas em relação ao crescimento da atividade nos próximos doze meses, com o nível de confiança ficando basicamente igual ao registrado em dezembro. Investimentos, aumento do número de clientes, um cenário econômico favorável e reformas das políticas governamentais foram algumas das razões citadas para o clima de otimismo.

Entretanto, os volumes de trabalho pendentes diminuíram, como tem acontecido todos os meses há quatro anos e meio. Embora tenha sido sólido, o ritmo de redução dos pedidos em atraso moderou-se, atingindo o seu ponto mais lento desde março de 2018.

Os dados de janeiro destacaram um crescimento adicional das despesas operacionais na economia de serviços do Brasil. Custos mais elevados com empregos, além de preços mais altos para energia, alimentos, combustíveis e água foram mencionados como causas pelos entrevistados da pesquisa. A taxa de inflação foi, de um modo geral, acentuada e semelhante ao recorde de alta de quatorze meses registrado em dezembro.

Em resposta a isso, os preços cobrados por prestação de serviços no Brasil aumentaram, com as empresas procurando proteger as margens de lucro. Porém, os preços de venda foram aumentados da maneira menos significativa em seis meses. Foram observadas taxas de inflação mais brandas nas categorias de Transporte e Armazenamento, de Informação e Comunicação e de Finanças e Seguros.

(Redação – Investimentos e Notícias)